segunda-feira, 6 de abril de 2020

À deriva.


Nos jogamos no mar aberto, a descobrir novos caminhos.
Não porque quisemos, mas porque precisamos.
Tentamos nos manter fortes, fazendo o que podíamos.
Fomos navegando e indo de um canto ao outro, para onde dava para ir.
Sem muita noção, seguimos um rumo qualquer.


Então, vieram as primeiras tempestades, vieram furacões e até ondas enormes,
Mas nada foi capaz de derrubar nossos navios.
Entramos em redemoinhos, fomos atacados por monstros marinhos,
Sobrevivemos a todo custo, matamos tudo que vinha de fora.
Não foi o suficiente.


A pressão chegou, como um soco na boca do estômago.
Trouxe algo ruim, engatilhando coisas muito fortes, os pontos fracos do navio.
Muitos quiseram se jogar do barco, cansados de navegar.
Afinal, nem todo mundo nasceu para o mar.
Mais do que as ondas gigantes que antes nos atacaram, isso balançou a todos.


Perdemos o chão, o equilíbrio e entramos nesse abismo.
Chegou o sono profundo.


A luz surgiu como um novo dia, tudo amenizou um pouco.
Fizemos o que podíamos, mas o abismo ainda estava aqui.
Numa pequena turbulência, perdemos totalmente o rumo.
Falta de comunicação, um içou a vela enquanto outro ancorava.
Uns fingiram nem ver as nuvens, enquanto outros queriam ser bússola.
Fomos para caminhos errados e isso nos matou.


Voltamos atrás, retomamos ao eixo e pensamos numa nova rota.
Porém, as nuvens já estavam tão densas que não houve espaço para a luz agir.
A tempestade rugiu e não deve sair tão cedo.
Mas quando se for, não se vai só, pode levar muitos navios junto.
E muitos ficarão aqui, sem conseguir ser luz, sem conseguir sair do abismo,
Na ausência que alguém fará, quando essa chuva acabar.


Se cuidem, amigos, fiquem em casa, naveguem para fora somente se necessário.
Atenciosamente, 
Pedro Meyer.


terça-feira, 3 de abril de 2018

A loucura de te chamar amor

Começo despindo-me de todos os clichês,
nada digo da boca pra fora.
Grito mesmo aos quatro ventos
dentro do meu quarto, é claro.

Falo a ti o que sinto,
vivo contigo o que sinto,
sinto contigo o que vivo,
sinto o que falo a ti.

Amo-te não somente por te amar,
mas por te amar que te descubro pouco a pouco,
e não te cubras de volta não
teu coração é quente o bastante,
vamos aproveitar o Sol lá fora.

E em devaneios eu vou me abrindo,
pouco a pouco te sentindo
através de palavras não ditas,
mas que escritas fazem todo o sentido.

Essa é a mágica da poesia do amor,
me sentir presente mesmo assim
distantes fisicamente,
mas de corações afim.

Sabes bem que pra poeta não sirvo,
sou somente um qualquer escrevendo
mas por ti largo todo meu crivo
e te endereço meu pensamento.

Cinco podem ser os meses dessa loucura,
mas parecem mais em teu abraço,
em teu carinho,
em teu sorriso, 
em teus lábios e
em teu amor.

É, são cinco as coisas
que mais aprendi a amar em ti,
mas não para por aí.

Depois do cinco, vem o seis
e depois, só Deus sabe contar

o quanto amar-te ainda amarei.
o quanto descobrir-te ainda descobrirei
o quanto louco ainda serei.

Amo-te,
não só em palavras,
mas em toda loucura,
meu amor.



domingo, 18 de junho de 2017

Quanto amor tens para dar?

O mundo não entende
o que se passa dentro de mim,
ele não quer acreditar.

É, o mundo parece não entender
que dentro de mim,
cabe tanto de ti.

A intensidade de sentimentos
não é crível. Será que se não fosse eu
o detentor de tal sentimento
eu também não acreditaria?

Sei lá, mas sabe,
meus pensamentos são todos teus,
não paro de pensar em ti.

Foi sem querer, tu veio
do nada e me preencheu.

Só que agora, eu quero te devolver
e conscientemente
preencher o teu coração,
sem ilusões,
somente sendo eu.

Quero te encher de carinho,
de bondade, de
tudo que possas imaginar,
mas, principalmente, do que mais
precisas:
de todo o amor que
o mundo não crê.

Tudo que me circunda, nessa
confusão indomável, me leva
ao pensamento de que
és a pessoa certa para mim.

És assunto favorito da novela que
é a minha mente,
não sais de cena
nem por um segundo.

És roteiro favorito de
uma caminhada ao por do Sol,
este mesmo que tanto amas.

É que é complicado.

Teu
sorriso é memória constante.

O ardor que emana dele é tão forte
que até teus olhos se fecham
e permitem a ele emanar toda
a luz que há dentro de ti.

Quando teus olhos voltam a
se abrir, o mundo para por um instante.

Na escuridão dos olhos castanhos,
és fonte de brilho inesgotável.

Quando as lágrimas deles correm, expressas
tudo de mais puro que há dentro de
teu coração.

És presença que alumia a escuridão
e até o ser mais triste se
alegra.

No preto que tão linda
usas, e que tanto gostas,
és tudo que os
olhos querem ver.

Num abraço, chamas o coração
para perto e se
deixa ser morada onde quer que seja.

Nessa confusão que
é falar de ti,
saio sem conclusão alguma.

Se posso, pergunto algo:
devo eu gostar de ti?

Ou tua amizade é o dom que devo
agradecer?

Todo meu apreço já possuis,
mas não quero ser algo em vão
e sem explicação.

Te ter ao meu lado
nunca foi te possuir,
mas construir um caminho de
conhecimento ímpar,
amizade e companheirismo

Enquanto isso, fico me perguntando:
quanto amor esses olhos escuros,
esse sorriso de luz,
e esse coração machucado
tem para dar?

É a incógnita do meu coração.

Sortudo de quem descobrir.

domingo, 9 de abril de 2017

Entre caminhos e sorrisos

Das angústias do mundo, 
Sou ansiedade ambulante.
Um mero viajante que caminha 
Entre sorrisos e desilusões, abraços e corações.

Ei, com licença, posso entrar?
Adentro, me ambiento e te faço casa.
Caso, me faço em ti. 
Despejo-me e ali fico.
Fica comigo? 
Só esta noite, não deixa de me ser abrigo.
Tá frio lá fora, me abraça, vamos ver as estrelas!
Voa comigo, o céu está lindo.
Não fique presa no mundo.
Vem, a vista aqui é incrível!

Mas ei, olha com o coração, tá?
É com ele que enxergamos as coisas mais bonitas.
Você sabia que a beleza não está naquilo vemos?
Pergunte ao Pequeno Principe, ele adora visitas.
Só cuidado com os Baobás.
Desculpa, perdi o foco. 

Vi tu sorrindo, peguei o barco e viajei em ti. 
Infelizmente, a onda levou, o barco virou, eu fraquejei.
A casa caiu.

Voltei a ser angústia, deixamos de ser amor.
Continuo vagando na eterna ansiedade de ser eu mesmo,
Esse mero viajante,
Caminhante de sorrisos.

Quem sabe, um dia eu paro de caminhar sozinho
E descubro a alegria de ser nós
Num único sorriso,
Enozados num só coração.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Cinco anos em uma carta de amor.

Cinco anos.

Para alguns, pode parecer pouco tempo. Para outros, muito.

Quer dizer, pro meu avô, cinco anos não mudaram muito. Hoje ele é um senhor de 83 anos, outrora 78. Quer dizer, agora ele já é bisavô, pela segunda vez! Mas continua sendo aquele mesmo bom velhinho, sabe? Aquele senhor que tu conhece a rotina e que vê que mantém o mesmo carinho e cuidado pelos netos e pela família.

Há Cinco anos, eu recém estava começando o terceirão e não fazia ideia do quanto esse ano mudaria a minha vida. Nem pensava em trabalhar, não fazia ideia do que era se esforçar para dar frutos. Eu mal sabia mexer no Facebook, não usava Whatsapp. Se era para conversar, mandava uma mensagem por SMS mesmo. Hoje, não trabalho sem mexer nos dois.

Cinco anos, muita coisa mudou.

Eu, há Cinco anos, queria tomar a decisão da minha vida inteira, em somente isso, Cinco anos. Mas, se for parar para pensar, eu nunca pensaria em estar morando de volta em Florianópolis, em Cinco anos.

Em cinco anos, uma criança deixa de ser uma pessoinha que é fofa dormindo, para ser uma criança falante que alegra o dia (ou não). Um adolescente, já vira um adulto formado. Tem faculdades que demoram Quatro ou Cinco anos para serem concluídas, e tem gente que termina nesse tempo.

Eu, aos cinco anos, já havia aprendido a caminhar, a falar, a dialogar. Pelo menos é o que eu acho, afinal, cinco anos, pruma criança, não é o suficiente para desenvolver uma memória super potente. Pelo menos meus pais me achavam fofo.

Mas sabe, só de pensar que já faz mais de Quinze anos que isso aconteceu, eu vejo que realmente, de Cinco em Cinco anos, a vida se faz e muita coisa muda.

De fato, muita coisa pode acontecer em Cinco anos. Em Cinco anos, meus pais namoraram, casaram e tiveram o primeiro filho. Na real, foi em bem menos do que Cinco anos, não levaram nem um ano para fazer os dois primeiros itens. E cara, depois do primeiro filho, demoraram aproximadamente Cinco anos para ter o segundo filho, esse que vos fala.

Mas, também, há Cinco anos, esses mesmos pais perderam o seu primeiro filho, o meu irmão Cinco anos mais velho.

Cinco anos, minha vida mudou. 

Em Cinco anos, eu reaprendi o que era dar meus primeiros passos sozinho, a não depender mais da mão do meu irmão para andar, a falar por mim mesmo, a viver por mim mesmo. Isso tudo, com dezessete anos de idade, e não com somente Cinco anos.

Em Cinco anos, eu senti saudades, eu senti vontade, eu senti o gosto agridoce do passado. 

Em Cinco anos, eu cresci por mim, eu vivi o futuro, eu cheguei a lugares que nunca imaginaria e cara, há Cinco anos, meu irmão fazia o mesmo. 

É engraçado pensar, o quanto eu admirava o meu irmão pela postura que ele tinha na família, pelo estágio que ele fazia e pela carga que ele aguentava. Mas sabe por que é engraçado pensar isso? Porque hoje, eu, que não era nada naquela época, me vejo ocupando as mesmas responsabilidades, talvez não com tanta maestria, mas sei que posso me sentir orgulhoso disso, pois ele foi um grande exemplo pra mim enquanto vivo e me guia muito depois de morto.

Em Cinco anos, eu aprendi a agradecer a Deus, por simplesmente, não ter me dado somente Cinco anos, mas Vinte e Um da pessoa mais maravilhosa que poderia ter passado na minha vida. E olha, em Cinco anos, ele me ensinou muito mais do que quando eu tinha Cinco, Dez ou Quinze anos. Uma vida como a dele, deixou uma marca tão grande em mim que eu sei, de certeza, que daqui Cinco anos, eu terei aprendido muito mais. E assim, vou vivendo.

Em Cinco anos, aprendi a escrever sem chorar, mas sorrir ao lembrar de ti.

Thu, obrigado pelos Cinco anos de carreira como anjo protetor, como ótimo professor que sempre foste e como saudade amorosa que és. E sabe, acho que agora, não vou mais escrever de ano em ano, mas de saudade em saudade, de momento em momento, ou, talvez, de Cinco em Cinco anos.

Um sorriso, um grande beijo e um abraço maior ainda, do seu irmãozinho de sempre,
Pepê.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Por um instante

Dia corrido, noite chuvosa, pensamentos nebulosos.
Finda o dia e deito-me na cama.
Nada me sai da cabeça.
Agonias e incomodações agora são parte de mim.
Sem solução, procuro a janela, 
alcanço a varanda e vejo o mundo lá fora.
Por um instante, parei, refleti.


Um mosquito vem ao meu encontro, 
tentar perturbar meus pensamentos já atordoados, 
mas sem sucesso, torna a voar pra longe.
Devo estar aqui há uns 5 minutos, parado, pensando.
Observo a chuva cair e, pouco a pouco, 
o tormento dá lugar aos sorrisos.
Por um instante, parei, esqueci.


Deito-me no chão da varanda, 
olho pro céu e simplesmente começo a sentir.
Por um instante, paro tudo em minha mente, 
deixo que o som do vento seja o meu único pensamento.
Sinto a chuva tocar meus pés esticados no peitoril.
Transporto-me prum mundo só meu.
Por um instante, parei, senti.


O vento volta a soprar em meus ouvidos,
a chuva a tocar os meus pés,
 o mosquito a zombar de minha cara.
Tudo voltou ao normal.
De volta pra dentro, vida que segue.
Pensamentos a mil, sem sono de novo.
Pelo menos, por um instante, parei, vivi.

domingo, 6 de novembro de 2016

Procura-se amor!

Vagando pela rotina da existência,
placas apontam a direção para onde o coração deve ir.

Teimoso, ele procura se desviar sempre que uma direção surge.

Não gosta de ser domado, mandado, desafiado.

Se mete no meio da floresta, 
sem lanterna, sem facão, sem repelente, 
a mercê do destino que escolher.

Dono de seu próprio passo,
passa o tempo, passa o dia.

Em determinado ponto, a escuridão se apossa
e todas as direções somem.

Sem chão, o coração indomável se vê frágil.

Corre de um lado pro outro, 
mas não sai do lugar.

Se arrisca um pouco mais, 
até que chega ao topo, 
só para se ver cair pouco a pouco.

Deita-se no chão sem conseguir se levantar mais.

A escuridão não é mais culpa da noite,
mas das próprias escolhas.

O coração aproveita esse tempo para repousar.

A única luz que ele vê é a das estrelas, 
e parece ser o suficiente para iluminar os pensamentos,
rever o passado
e pensar no futuro.

Quando menos se espera, 
as estrelas abrem espaço,
a felicidade volta numa paixão arrebatadora,
aparece o Sol nascente.

O coração se reergue e não há mais outra direção.

Cego aos males sofridos,
se entrega a somente uma possibilidade:
estar perto e deixar que ele tome conta.

Encontrou, por fim, um novo lugar para habitar
e, assim, deixar-se ser quem sempre fora.

A procura acabou,
olhou para dentro de si
e viu que, na verdade, ele sempre foi o amor.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Uma só e somente uma

Assim como a águia, que sai a voar solitária a buscar um novo rumo,
também se encontram meus pensamentos. 

Num céu de mesmices e emoções, 
meu coração se faz nuvem solitária num dia de Sol. 

O céu azul traz a alegria a tantos, 
mas a ela só permite observar de longe.

Sozinha, essa nuvem não é capaz de fazer muita coisa, 
nem mesmo refrescar uma criança com os poucos pingos que ainda há nela. 

Na imensidão do Céu, essa nuvem é somente mais uma. 
No meio duma tempestade, não será ela que fará falta. 

Porém, se ficar com os pensamentos nas nuvens significa sonhar, 
a esta nuvem não seria tirada a possibilidade.

Ela sonha tocar ao chão, sentir o amor por si só. 

Mas ela não sonha com qualquer chão,
ela quer cair na terra, perto da mais linda das flores,
aquela que irá se alimentar de sua água e dar frutos.

Assim, a flor e a nuvem não serão mais únicas, 
mas unir-se-ão para poderem crescer juntas
e mostrar ao mundo a sua beleza. 

Florescerão e serão felizes sendo uma só e somente uma.

sábado, 7 de maio de 2016

O amor principal.

Normalmente, uso do meu blog para escrever sobre o amor no seu viés de casal. Hoje, vai ser diferente. Em comemoração ao dia das mães, venho escrever para uma pessoa muito especial, a minha avó! Não, brincando, só para deixar a dona Simone irritada mesmo. Venho escrever sobre a minha mãe! Afinal, se não fosse por ela, eu não seria capaz de pensar, agir e nem de amar. Fica meu pequeno texto aqui e um feliz dia das mães para todas as mulheres que são felizes por sustentar esse título!



O tempo passou, né mãe? O Thu e eu crescemos, adolescemos, adultecemos. Te passamos em altura há um bom tempo. Fomos nos tornando mais maduros aos poucos, num longo processo chamado vida. Vida esta que tu nos deu, depois de passar nove meses sendo tão bem cuidados (não tenho memórias, mas acredito que sim). Não sei quanto ao Thu, mas sei que desde pequeno eu já te dei trabalho né? Não bastava ter nascido ainda tinha que quase morrer por conta da carne de porco. Cheguei pra causar e tornar a tua vida uma eterna preocupação e um eterno carinho. Mais uma vez, falando de coisas que eu não lembro, quase morri outras vezes, seja fugindo ou puxando o fio do ferro de passar até ser salvo por um herói que não usava capa, pelo menos não naquele dia. Mesmo assim, sempre fui cuidado pouco a pouco, cagada por cagada. Fugindo ou não do berço, sempre havia aquela preocupação com o pequeno.

Enfim, passei a ter memória, mesmo que ela seja péssima. Nada disso mudou muito. Tá, os atentados a vida passaram a ser bem menos constantes, comecei a perceber que não seria legal não. Ainda assim, sei que problemas causei, causo, causarei. Claro que agora tu já deves estar ou perto de chorar ou lembrando daquela história que tu tanto amas do quanto eu era apegado a ti quando criança e que eu fiquei três dias sem me alimentar direito e com problema na garganta só porque tu estavas viajando para São Paulo. Pois é, os tempos mudaram, eu mudei, tu mudou. Aprendi, passo a passo, a tomar meu voo solo. Em quedas e empurrões, alcancei força o suficiente para voar por mim mesmo. E não, não vou citar a música do Zezé de Camargo e Luciano, "No dia em que eu saí de casa", por mais que se aplique um pouco a nós. Ou talvez muito. Ou completamente. Enfim!

Fui crescendo e nesses 21 anos de vida muita coisa aconteceu. Tivemos nossos momentos bons, ruins, de afastamento, de aprochego. Tive, sim, meus momentos de revolta por conta da mudança e não nego. Sei que fui um péssimo filho naquele momento, mas tu mesma sabes que hoje sou uma pessoa diferente e que nunca voltaria a ser daquele jeito, eu mesmo não me permitiria. Aos poucos, o CLJ foi nos ajudando a nos aproximar e acertar as coisas. Não que eu te odiasse antes como tu pensava, mas não tínhamos aquela facilidade de conversar. Fomos nos abrindo e nos reconhecendo.

Então, chegou um dos momentos que sempre torna esse dia mais difícil: a morte do Thu. Momento esse que sempre me faz lembrar da nossa conversa no ônibus de madrugada enquanto voltávamos de Floripa contra a tua vontade, visto que tu querias que eu faltasse os dois primeiros dias de aula para que a gente ficasse mais quatro dias em Florianópolis. Conversávamos de uma tristeza que seria um tanto quanto banal perto daquela que nos esperava. Bom, não foi fácil, nós sabemos. O Thu era uma parte muito importante da nossa família e faz muita falta, com certeza. Sei que posso falar em nome dele aqui porque mesmo a gente não se conversando muito, ele era meu irmão e eu conheço ele e sei do amor que ele tinha por ti. Mãe, nós sempre vamos cuidar de ti e estar perto de ti. Tanto eu, quanto ele, nunca iremos te deixar desamparada e sozinha. Não estamos presentes nesse momento, mas somos memórias agora. Memória viva e presente para sempre em teu coração. Quer ver?

Lembra daquele abraço que tu me deu quando eu estava entrando no carro para vir para Florianópolis? Abraço quente e triste, mas tão bom. Uma separação houve, mas nunca dois corações estiveram tão unidos quanto naquele momento.

Lembra de quando o Thu foi contigo para São Paulo e depois foi para os EUA? Com certeza foi um momento que muito alegrou ele. Eu lembro bem daquela cena de vocês dois indo para o embarque enquanto eu dava um abraço curto no Thu porque eu não queria chorar, não queria deixar ele com vergonha. Lembro do Eu te amo que eu não disse pra ele e de eu chorando no carro enquanto comia um McChicken. Mas tu nunca guardou o teu amor, sempre disse para ele que o amava, não tinha medo que nem eu tive. Para ti, demonstrar amor nunca foi vergonha.

Lembra de quando eu te chamava de docinho de coco porque mesmo eu não gostando de coco eu sabia que tu adorava ser chamada assim?

Lembra de quando o Thu recém tinha tirado a carteira e vocês não deixavam o coitado dirigir em paz? Algo que se repetiu um pouco comigo, mas que já foi menos do que com ele. O carinho de vocês se demonstrava através de nervosismo que depois se tornou confiança.

Lembra daquele dia que eu voltei do retiro do CLJ I e conversamos na minha cama? Momento de reconciliação e choro, momento de alegria, momento de voltar ao teu abraço.

Lembra quando o Thu chegou em casa sendo levado pelo Quaresma porque tinha bebido demais e tu ficou cuidando dele a noite toda? Eu lembro bem disso e lembro da cara que ele tava no almoço do outro dia.

Lembra dos almoços de final de semana? Nós quatro reunidos a mesa. Mesmo que maioria das vezes eu e o Thu estivéssemos com cara e voz de mortos, eram bons esses momentos.

Lembra de quando eu bati o nariz na árvore no dia do casamento do tio Marcelo e mesmo me dando uma bronca tu riu comigo de eu estar indo maquiado pro casamento?

Lembra das conversas e Cocas que tu compartilhou com o Thu? Disso eu nem preciso perguntar, sei que tu lembra e guarda com um imenso carinho no teu coração.

Lembra disso?


Sei que não é muito, mas é um pouco dele. É uma prova de um "Te amo" escrito por ele. Uma memória que o facebook nos permite ter.

É, mãe, somos e seremos memórias muito bem vividas e conservadas no teu coração. Coração gigante que guarda todos os problemas do mundo, mas que ainda assim possui muitas alegrias. Afinal, quer alegria maior do que ser minha mãe? Pô, eu ia adorar ter um filho como eu, olha que cara incrível! :)   (momento em que tu vais olhar pro pai e falar "é um abobado, né?")

Brincadeiras a parte, tu sabes do carinho, da admiração e do amor que eu tenho por ti. Tu sabes que o Thu também tinha isso, talvez maior ainda do que eu, e que não se acabou. Ele com certeza já está lá no Céu, esperando pelo dia em que vai te dar um abraço de "oi". Mas ei, sinto muito, mano, vais ter que esperar algumas décadas! Ainda preciso dela aqui por um bom tempo, ela só viveu meio século!

Mãe, sei que maioria dos filhos normais prefere escrever textos cheios dos maiores clichês que toda mãe é, mas tu sabes que eu não sou normal e que meu texto também não pode ser né? Só para tu não ficar triste, saiba que sim, tu és merecedora de todos os clichês, desde aqueles "feliz dia do 'leva um casaco, meu filho'", até o "mãe deveria ser imortal".

Sei que eu não estou presente agora e que esse vai ser o
primeiro dia das mães longe de ti que eu me lembre. Sei que texto algum pode tirar o vazio que a minha ausência faz. Sei que não guardamos nenhuma mágoa de brigas e espero que tu não guarde mágoa por este dia. Sei que sinto sim a tua falta e que tu é muito importante para mim, como tu sempre foi. Sei que não contive as lágrimas e passei os últimos 15 parágrafos chorando e querendo estar aí.

Feliz dia das mães, mãe! Obrigado pro existir e ser uma mãe maravilhosa! Teu abraço é um dos melhores que eu conheço e quero sempre contar com ele para me recepcionar em Porto Alegre, mesmo tu com uma voz de sono!

Ah! E antes que eu esqueça, tenho que te contar um segredinho: Já teve vezes que eu fiz o cartão de dia das mães e o Thu só assinou, viu? Acho que esse ano vai ser assim também, eu faço o texto e ele assina com os votos de felicidade que ele sempre desejou e sempre desejará para ti!

Mãe, fica bem aí, toma uns 20 litros de água para reidratar que eu acho que tu vais precisar!

Um grande beijo de filhos que te amam muito,
Pepê e Thu.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Uma visita inesperada

Estava sentado na cama, como habitual. Tu, meu irmão, chegou do nada e sentou do meu lado. Eu não parava de olhar pela janela, o céu lá fora estava lindo. Te mostrei o que via e de início tu nem deu bola. Um céu nublado pareceu tão sem graça né? O que não perdeu a graça foi aquela nuvem que entrou pela janela, nuvem esta que somente tu conhecias do que era feita. Experiência própria, talvez? Nos tirou um riso ou outro.

Em questão de segundos, o céu que antes era claro começou a se escurecer e o Sol a se por. Tão de repente aconteceu, tanto quanto esse tempo ao teu lado. Após vermos o céu de Sol poente, o tempo fechou. Como se meus sentimentos fossem mostrados através do clima, a confusão tomou o céu. Furacões, redemoinhos, tempestade forte. Tudo de uma vez só.

Tu, como quem não quer nada, foi pra varanda. A chuva e a tempestade pareciam uma leve brisa para ti. Passaste por tanta coisa, né? Não era água nem frio que iriam te afetar. Depois de um tempo, olho pra fora e te vejo vestido de batman com uma cara séria. Tomo um susto e tu abres um sorriso, aquele mesmo sorriso que me dá saudades de tempos antigos. Rimos juntos, como duas crianças, risos puros e de alegria verdadeira.

Fiquei com sede e fui pegar uma água, tua visita era breve e eu sabia que a sede não iria se saciar nesse pequeno tempo. Talvez uma bebida te ajudasse a ficar um pouco mais. Com o computador debaixo do braço, fui para a cozinha e encontrei pessoas que não convém comentar, algumas que eu nem sei quem eram.

Ao voltar pro quarto um pouco depois, te vejo com uma vassoura e uma cara de culpado. Varrias embaixo da minha gaveta. Comecei a rir e perguntar o que tinhas quebrado. Não queria que a culpa te consumisse, nada que tu quebrasse poderia me deixar brabo contigo. Tu me disse que lembrava que eu tinha reclamado da gaveta quebrada e comprou uma nova, queria fazer uma surpresa, mas que ela acabou caindo.

Bem idiota, olhei pro chão e vi um computador. Logo, indaguei: "tu quebrou meu computador??". Antes mesmo de tu responder, me toquei que tinha levado ele para a cozinha. Tu olhou para a prateleira e eu vi as coisas que normalmente ficavam embaixo da gaveta. O tigre de pelúcia estava normal, teu boné também, nada parecia estar quebrado. Fui olhando pro lado até que vi algo com um pano por cima. "Dramático, né Thu?".

Levantei o pano e encontrei aquele R2-D2 que tu tinhas comprado na tua viagem. Estava em pedaços, peças soltas. Soltei elas na cama e a visão começou a turvar. Pouco a pouco as lágrimas começaram a vir. Num fechar de olhos, senti o teu abraço. Não paravas de pedir desculpas por isso, mesmo que eu falasse que não tinha problema algum.

Tive que pedir que te afastasses do abraço, mas não foi por mal. O peso do teu corpo estava me machucando como agulhas numa cama de faquir. Sentia o peso daquele abraço, algo tão bom, mas que se tornara em algo doloroso. As lágrimas caíram, o peso saiu, o sonho acabou. Acordei, Thu; abri os olhos e tu não estavas do meu lado. Agradeço pela visita. Acho que a água acabou não te segurando muito né? Na próxima, eu trago umas cervejas e a gente conversa mais, mesmo que eu não vá beber contigo. Enquanto isso, fico no aguardo. Obrigado, mesmo! :)



segunda-feira, 21 de março de 2016

Vai, ama!

Ama.

Vai, ama a ti mesmo!

Ama aos outros,

ama o amigo que tu vê todo dia,

ama o que tu vê uma vez por ano,

mas ama,

de todo coração.

Vai, não para de amar!

Dá a cara a tapa,

entrega teu coração.

O que tu tens a perder?

Vai, deixa de ser medroso!

Amar requer coragem.

Aquela mesma que tu tem guardada ai dentro.

Todos temos,

nem todos usamos.

Vai, diz "eu te amo"!

Sério, mas só se for sincero.

Não diga só porque alguém te disse.

Diz se tu quiser dizer.

Mas ei, se o teu coração já disse,

não deixa a boca esperando muito tempo.

Tu sabes como é bom ouvir isso.

Vai, vive sem medo!

Porque quando se ama,

todos os medos se vão

só por estar perto das pessoas amadas.

Ou vai dizer que tu nunca te sentiu seguro

só por estar perto de alguém?

Tem pessoas que jogam todos os problemas longe

pelo simples fato de dizerem um "oi".

Vai, independente do porquê!

Tu não precisas de motivos para amar,

pra viver, pra respirar.

Somente ame o tanto quanto respiras, ou mais!

Podes até dar razão para os teus sentimentos,

mas tenta ouvir um pouco eles independente disso.

Vai, só vai!

Deixa o amor te guiar,

deixa ele animar teus dias.

Segue teu coração,

segue teu rumo,

segue feliz.

Vai, só vai!

Porque se tu não for,

eu não posso ir por ti.

Só não deixa pra depois, tá?

Nunca é tarde para amar,

mas o depois sempre pode ser tarde demais.

Vai, só ama!

Deixa teu coração a mostra

e não te preocupa em não sofrer.

Mais sofrem aqueles que não amam

do que aqueles que tentaram.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Uma longa jornada

Tarde da noite e o coração não se aquieta.

Volta a palpitar por sentimentos antigos,

volta a sangrar por dores inúteis,

volta a mandar na mente.

Como que um rio numa montanha, me deixo levar,

deságuo no oceano dos pensamentos

e ali me afundo.

De tão fundo que vou,

procuro refúgio em Atlantis,

a cidade - talvez - tão perdida quanto meu coração.

Quisera eu não ter subido aquela montanha,

não ter me deixado levar pela vista

mesmo que parecesse tão linda

(e de fato era).

Mas fui, me entreguei a subir,

escalar, desbravar sua floresta.

Foi uma caminhada turbulenta,

perigosa até, diria.

Acontece que, ao chegar lá,

encontrei-me sozinho comigo mesmo.

Ao te procurar, te achei parada no pé da montanha.

A subida era arriscada demais para ti,

não estavas pronta pros obstáculos que vinham pela frente.

Tudo bem, eu te entendo.

A última vez que tu tentou subir não foi a melhor experiência.

Ao invés de te esperar e ir caminhando junto,

preferi sair correndo em busca do que eu queria.

Esqueci de te levar junto comigo.

Cometi meu erro e tentei descer de novo,

te pegar pela mão e caminhar.

Porém, tu não querias mais.

Preferiu ficar na planícies das mesmices.

Sem entender,

tentava te levar ao topo em cada montanha que passávamos.

Enfim, nossas jornadas seguiram.

Tu seguiu o teu caminho,

e espero que um dia tu consigas enxergar o topo também,

seja por ti mesma, ou seja por alguém ter subido junto.

Te desejo uma boa caminhada até lá.

Enquanto a mim,

busco montanhas mais altas ainda,

busco pessoas dispostas a subir comigo,

mas vou de coração aberto,

sabendo os erros que não devo cometer

e como devo caminhar.

Busco a minha felicidade,

a volta a margem do lago,

a saída da profundeza do oceano.

Busco, sim, um sentido real pro meu coração.

Norte, Sul, Leste ou Oeste,

pra onde ele me guiar é exatamente para onde quero ir.

Sem medo de arriscar,

sem medo dos obstáculos,

somente feliz em ter uma direção,

em tentar.

Sempre.

Até acertar.

Até achar a vista perfeita.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Memórias, boas memórias.

Certa vez,

conheci uma garota.

Ela era a mais sorridente de todas.

E cara, que sorriso!

Daqueles que iluminam teu dia mesmo!

Como que do nada,

nos tornamos melhores amigos.

Nos falávamos do "bom dia" ao "boa noite",

durante as aulas, no trajeto do ônibus,

a todo momento.

O dia que ficávamos sem dar bom dia

já sabíamos que um dos dois não estava bem.

Passávamos horas nos falando por áudio.

Ela me chamava de idiota por gosto.

Eu a chamava de idiota por querer medicina,

por comer peito de peru com melão

e pelo mesmo motivo.

Perto dela eu me sentia o melhor professor de matemática do mundo.

Voltava alguns anos na memória,

reaprendia os cálculos

e ajudava nas questões de vestibular.

Ela tava no terceirão nessa época

e ainda assim vivia estudando.

Mas, claro, os 15 minutos de soneca

depois do almoço eram sagrados!

"Pedro, por favor, me acorda!

Se eu não aparecer em 15 minutos, me acorda!"

E, claro, eu fazia.

Afinal, tem algo melhor do que ligar pra alguém,

acordar essa pessoa

e ainda ouvir ela pagando mico com voz de morta?

Isso sem contar as ligações por conta do medo de ficar sozinha em casa.

A amizade foi seguindo e um sentimento maior surgiu.

Já não era só amizade que eu queria.

No pior momento que eu podia ter feito,

me declarei pra ela,

sem medo de ser feliz.

"Acho que tu tá confundindo as coisas".

É, ela só queria a minha amizade.

Depois disso, nunca mais foi a mesma coisa.

A amizade superou alguns baques, mas foi caindo aos poucos.

Tentou se reerguer,

mas fracassadamente ruiu.

Não me arrependo do passado,

fiz o que tinha que fazer,

aprendi o que tinha que aprender,

valeu o que tinha que valer.

Às vezes, é melhor tentar e errar,

do que ficar sempre com a dúvida

de se deveria ter feito.

Eu tomei as minhas chances,

eu segui a minha vida.

Poderia ter sido diferente,

mas quando vê, era só isso mesmo

"uma confusão".

O mais importante é que não ficam mágoas.

Hoje, o que fica é isso:

a saudade do que fomos,

o arrependimento do que somos

e o esquecimento que seremos.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Saudoso de ti

Saudades de amores que te deixam acordado a noite toda,

que te fazem planejar o futuro,

que te dão alegrias e tristezas.

Saudades de amores esperançosos,

daqueles que te fazem acreditar em comédias românticas,

que te fazem pensar que tu é a exceção,

que te fazem sorrir pro nada.

Saudades de amores recíprocos,

de amizades sinceras,

risos únicos

em sentimentos iguais.

Saudades de amores puros,

onde um toque de mãos se faz em poesia,

onde o beijo diz mais que mil palavras

e um abraço tira toda a dor do mundo.

Saudades de amores sinceros,

daqueles que odeiam mentiras,

que amam de verdade

e que não disputam amor.

Saudades de amores pacíficos,

onde ao invés de brigas

há companheirismo, beijos, risos.

Saudades de amores apaixonados,

daqueles que numa troca de olhar,

os dois corações se entrelaçam,

se enlaçam e não querem mais se soltar.

Saudades de amores honestos,

onde um se entrega ao outro

e, ainda assim, não deixam de ser eles mesmos.

Saudades de amores saudosos,

que te deixam com gostinho de quero mais,

que te deixam com ânsia de viver

e viver ao lado dela,

como se cada cheiro que tu sentisse no dia

te lembrasse do outro

e te pusesse um sorriso na cara.

Saudades de amores em geral,

pois qualquer amor é válido,

desde que te faça bem,

pois amor que deixa saudades

é aquele que tu não esqueces nunca,

aquele que te marca de um jeito que só tu sabes

e que te faz pensar que acreditar no amor é a melhor coisa que existe.

É, saudades de amores que nunca existiram,

porque se fosse amor mesmo

não seriam lembranças e saudades,

seriam o presente e o futuro,

o felizes para sempre.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vai! Segue teu rumo!

Às vezes, é tão bom ir contra a corrente. Sabe, aquele sentimento de que tu estás fazendo o certo quando todo mundo diz que estás errado. Sem muita firula, tu só chega e faz. Não importa, não é o outro que tá vivendo, é tu. E cara, como é bom!

Às vezes, tu mesmo te perde nessa jornada, fica em dúvida: pra onde que a corrente tá indo mesmo? Tu fala pra três amigos e cada um quer te levar prum caminho diferente. Teimoso que tu és, escolhes o quarto caminho: o teu próprio, velejando no mar de sangue que é o teu coração, bombeando emoções e prazeres a cada segundo.

É, nem sempre é fácil. Num dia, estás todo feliz e nada te abala. Noutro, és tu o coitado às 4am reclamando da vida e falando prum amigo que o não nasceu para esse tipo de coisa. E, logo em seguida, és tu escrevendo e aliviando o coração e a mente.

Tudo bem, ninguém é de ferro, mas tem muita gente que se acha de vidro e acaba se quebrando por qualquer porrada que leva. Na primeira rocha que encontra no caminho, já volta atrás. Primeira correnteza que vem, ao invés de nadar mais forte, tu te joga nela e te deixa levar. Qual é a graça de viver assim?

Tá, tu também não é nenhum rebelde, mas cara, quem mesmo é o capitão do teu coração? É essa tripulação toda de amigos que anda do teu lado ou é tu que tá lá no timão e que tem o mapa em mãos?

Tem gente que se abala demais e prefere passar toda a responsabilidade pros outros. E, nesse mar de sangue, quem se perde é tu mesmo. Ao invés de salvar teu barco, só estás indo em direção ao Iceberg. 

Agora, já é tarde demais. O remo foi jogado fora, o navio está a todo vapor. Vai bater. Desculpa, amigo, mas tu vai afundar. E nessa vez sim, tu vais ser o capitão, vais junto com o barco. Teus amigos vão se salvar, mas quem vai se ferrar mesmo é tu. "Mulheres e crianças nos botes".

Tudo isso podia ter sido evitado se lá atrás tu não fosse trouxa de deixar que jogassem fora o remo. Ir contra a corrente, te lembras? Demanda força e determinação. Se tu não tens isso, meu caro, tu nem começou a velejar ainda naquilo que chamamos de mar da vida. 

Remar a favor do vento é mais cômodo e te leva a algum lugar, mas remar contra ele, ahhh meu amigo, te leva onde tu quiser, não te esquece disso! Seja tu o capitão do teu próprio barco. Espante os marujos fracos, deixe somente os de confiança. Seja no amor, na vida ou em que quer que seja, não seja o coadjuvante se tu podes ser o protagonista. Ninguém merece ver a sua própria vida pelos olhos de outros, né?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal: o dia que o Amor nasceu!

Hoje é o dia de Natal 

e eu queria dizer uma coisa:

Se amem mais!!

Sabem o amor? 

Ele não precisa ser medido

Até porque deveria ser infinito,

que não cabe numa pessoa só,

mas que serviria para todos!

O amor, ele precisa ser cultivado,

mas de uma maneira que as pessoas já não se lembram mais.

Seja como o simples fato de se lembrar de coisas boas,

olhar o outro e entender este como um todo,

ter compaixão,

passear e viajar em pensamentos inimagináveis!

Se deixar conquistar pelo momento 

e apreciar um pedacinho por vez.

Nesta época do ano, é importante lembrar!

Dos esquecidos e do que sempre lembramos também,

é preciso estar presente de corpo e alma.

Se o coração fala mais alto,

deixe-o falar por ti!!

O amor é pra ser vivido, sentido, tocado, transmitido!

O amor é algo tão simples que chega a ser complicado,

onde até mesmo os amantes mais fiéis podem se perder pelo medo.

Mas, se tu tens a coragem de tentar, 

podes despertar o sentimento mais precioso!

O amor pode ser imenso:

arde, é bom, curioso, aperta!

É forte, transborda, é pra ser sentido!

E não importa a tua raça ou tua cor,

se é pobre ou rico,

se é pequeno ou grande, velho ou novo,

o importante é amar!

Amar com o coração,

amar e ser amado!

Seja correspondido ou não,

ame sempre!

Amar não somente a quem acreditas que mereça,

mas a todos!

Pois todos foram criados por Deus e, se assim foram,

é porque nasceram do Amor,

de um amor maior, de um amor verdadeiro!

Amor de Mãe, um amor de entrega, de sacrifício!

Amor que a todo ano temos a oportunidade de presenciar

e sentir sua gratidão, de receber esta benção!

Afinal, o amor é para ser sentido,

seja com ou sem sentido,

ser vivido e transmitido.

E sim, Natal é isso:

Início e nascimento do Amor eterno,

o Amor que dá origem ao despertar do sentimento que é amar.


Texto de autoria de Fernanda Seidel

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Uma história, nossa história.

Olá.

Eu me chamo Louis. Nasci em Florianópolis, em Fevereiro de 1982. Meu pai também é manézinho, mas minha mãe é francesa. Eles se conheceram quando meu pai foi fazer uma viagem na Europa e foi tomar café da manhã perto da Torre Eiffel. Meio atrapalhado com a língua, viu uma bela jovem vindo em sua direção para socorrê-lo. Ela ouviu o francês meio aportuguesado e com palavras inglesas no meio e sabia que só podia ser estrangeiro. Foi assim que Lucas conheceu Sophie, uma francesa que tinha ido para Portugal para estudar e tinha aprendido um pouco do português. Lucas ainda tinha um dia em Paris e Sophie foi sua guia. Em tão pouco tempo juntos, criaram uma grande amizade e prometeram mandar cartas um para o outro.

Cerca de dois anos se passaram e não se passava uma semana sem que um escrevesse para o outro. Passaram a se conhecer melhor e ansiar pelo próximo encontro. Por ocasião do destino, Sophie foi morar em Portugal para fazer o seu mestrado justo quando Lucas planejava sua próxima "Euro trip". Fazendo um esforço extra para adicionar uns dias em Portugal, conseguiram se encontrar. Do abraço de oi ao beijo de tchau, o destino foi selado ali. O tempo se passou e o destino atacou mais uma vez: foi oferecido a Sophie um emprego no Brasil, em São Paulo. Ainda uns mil quilômetros de distância, mas melhor do que ter que atravessar um oceano. Sabendo da notícia e confiante em seu coração, Lucas fez de tudo para se mudar para São Paulo também. Assim, assumiram oficialmente o namoro e começaram anos tensos pela frente. Cidade grande, complexa, demoraram a se acostumar, mas conseguiram. Tinham o sonho de voltar para suas cidades natais ainda assim, não conseguiam conceber a ideia de criar um filho naquela cidade. Se casaram e por fim decidiram: vamos morar em Florianópolis! Assim, voltaram para a cidade natal do Lucas, mesmo que contra a vontade de Sophie, que queria ir para a França.

Dois anos depois, a minha mãe ficou grávida e eu vim ao mundo. Para ela, foi uma grande alegria! Para o meu pai, uma preocupação. Houveram complicações na gravidez e minha mãe sofreu bastante, mas no fim, tudo deu certo e eu nasci! Tive uma infância boa, vivia na praia. Criado em Canasvieiras, passava os dias na areia e as noites observando as ondas sob o luar. Desde pequeno minha mãe já me ensinava o francês, falava que não ia admitir que eu fosse para Paris e cometesse o papelão que meu pai cometeu, a menos que fosse para achar uma francesa para mim. Com meus 11 anos de idade, minha mãe resolveu mudar para a França. a situação estava difícil em casa e meus avós convenceram meu pai a aceitar. Era agora que eu ia ver se as aulas da mãe tinham funcionado.

Matriculado na escola, chegou o primeiro dia de aula. Minha mãe me acompanhou, não quis deixar que meu pai fosse (só por precaução). Até que me saí bem, mas todos riam do meu sotaque e das minhas confusões. Afinal, minha mãe era uma boa professora, mas as outras crianças eram fluentes, e eu era um manézinho com pouca prática. Com o tempo, é claro, fui me soltando e ficou mais fácil a convivência. Conheci mais meus colegas e assim fomos crescendo e nos tornando amigos. A cidade me acolheu muito bem e logo já reconhecia Paris como meu segundo lar (minha mãe adorava quando eu falava isso).

Os anos passaram e fui crescendo. Com dezesseis anos, tive minha primeira namorada. Durou pouco mais de seis meses, mas foi muito bom. Em todo caso, ela não seria a mãe dos meus filhos. Essa só surgiria mais tarde na história. Segui minha caminhada no colégio e tive que decidir pelo meu futuro profissional. Fascinado pelos marcos da cidade, pensava que arquitetura poderia ser um bom caminho. Porém, também tinha uma paixão pelas artes e pensava se design não poderia ser uma saída. Acabei optando pela primeira opção e assim comecei os estudos.

Entre aulas e noites viradas, saídas de campo e aulas de urbanismo nas avenidas de Paris, conclui minha graduação. Conheci pessoas incríveis que viriam a ser grandes arquitetos, engenheiros, advogados, administradores (sim, muitos mudaram de curso depois). Muitas amizades que levaria para o meu futuro. Mas o mais importante foi a engenheira que conheci: Claire. Pois é, começou como uma colega da arquitetura, mas depois de dois semestres ela preferiu mudar de curso e seguiu o rumo do coração dela. E eu, segui o rumo do meu coração: me mantive na arquitetura e me mantive próximo dela. Depois de alguns anos de amizade e de relacionamentos desastrosos de ambos, resolvemos nos dar uma chance. A minha melhor amiga se tornou o meu amor. Encontrei a minha francesa.

Assim, começou a nossa história. Passamos do singular para o plural. Começamos a namorar perto do final da minha faculdade. A dela ainda demoraria um pouco mais pela transferência. Aos poucos, fomos nos abrindo cada vez mais e entendendo a nossa vocação. Viajamos juntos, fomos visitar minha família de Florianópolis, apresentei um pouco do Brasil para ela. Claire se apaixonou pelas praias e imaginou toda a história da minha infância. Meio encabulada por não saber muito do português, se enrolava ao conversar com meus avós, mas como eles eram pacientes, tudo deu certo. Ela falava do quanto seria bom pros nossos filhos conhecerem seus bisas e do quanto eles gostariam da praia.

Voltamos para Paris e a história dos dois chegava perto de aumentar. Depois dela se formar, resolvi pedir em casamento. De um jeito simples, mas romântico, pedi a mão dela com a ajuda dos meus sogros. Emocionada, aceitou! Tão rápido noivamos, tão rápido casamos. O sonho de ter nossos filhos aumentou. Após um ano de preparo, tanto financeiro quanto psicológico, começamos a tentar. Depois de ansiosos meses, veio a tão esperada notícia: Claire estava grávida. Repetindo-se a história, também houveram complicações durante a gestação, mas que viriam a se superadas com aquele primeiro choro. Assim, nasceu Pierre. Do nosso amor, surgiu este novo ser. Como era de se esperar, nossos dias passaram a ser de alegrias e tristezas, noites mal dormidas e puro companheirismo. Ele até que era uma criança tranquila, mas não parecia gostar que dormíssemos perto das três horas da madrugada, sempre acordava e chorava. Meus pais ajudaram bastante nessa fase. No início, não queríamos sair do lado do Pierre. Com o passar dos meses que conseguimos deixar ele com os avós sem problemas.

Sendo assim, resolvemos sair para aproveitar como casal depois de um tempo em casa. Deixamos o Pierre com meus pais e, com um outro casal de amigos, fomos ao Le Bataclan. Não sabíamos o que ia rolar lá, mas nossos amigos estavam querendo ir e acompanhamos eles. E assim, nos aproximamos do fim das nossas histórias. No meio do show, ouvimos um estouro. Parecia um efeito da banda, mas quando ouvimos pela segunda vez, vimos três homens com suas metralhadoras e pessoas no chão. O desespero tomou conta de todos que tentavam se salvar. Não foi o que aconteceu comigo e com a minha esposa. Entre correrias e tiros, fomos os escolhidos da vez. Em poucos instantes, tudo se passou por nossos olhos: a infância em Florianópolis, a mudança de cidade, a faculdade, o casamento, o nascimento do Pierre... os sonhos da Claire de levar ele para conhecer os bisas de Floripa, ou de levar ele na praia e ver ele curtindo o mar. Tudo isso se foi num disparar de uma bala. E a minha história que começou em Fevereiro de 1982, terminava ali, em novembro de 2015.

A história de meus pais e do Pierre se encontravam em outro momento. A dele, recém começava ou recomeçava. Tudo que um dia poderia ser já não poderia mais. Teria que ser criado pelos avós ou por quem o recebesse. Quanto aos meus pais, bom, uma parte da vida deles acabara ali. Depois de 33 anos me criando, me acompanhando e me dando as melhores condições possíveis, voltaram a ser um casal sozinho. Tinham o Pierre, mas um vazio ainda os preenchia. A história deles podia terminar ali também, mas com a força de uma criança, superaram a dor e fizeram de tudo para que o neto fosse uma ótima pessoa e, assim, voltariam a ter a alegria na vida.

Pois é, a minha vida acabou ali, sabe-se lá o porquê. 33 anos se esvaindo num segundo. Pode parecer pouco quando tu pensa que existem outras bilhões de vidas, mas não, uma vida nunca é pouco a partir do momento em que passa por tantas outras. Hoje, meus colegas da escola estão de luto, minha família está de luto, meus colegas da faculdade estão de luto, todos aqueles que eu passei pela vida e que me conheceram um pouco que seja, estão de luto. Hoje, meu filho está de luto, sem nem saber o que é. Uma decisão de um segundo é seguida por uma culpa de 33 anos.




Bom, agora quem fala é o Pedro mesmo. Primeiramente, queria deixar claro que essa história toda foi criada, não conheço nenhum Louis, Sophie, Pierre, etc. Sabe, muita gente pode ler isso e já vir criticando perguntando "ahh, e por que tu não escreveu sobre Mariana?" ou sei lá sobre qual outra tragédia. Se alguém vir me perguntar isso, de nada serviu a minha postagem. Não importa se foi em Paris que se passou a história, não importa se foi em Mariana, não importa se foi em Dakota do Norte. O que importa é o valor de uma vida, a singularidade que cada ser carrega em si. Poderia sim escrever uma história em que o Louis saísse de Mariana para seguir seus sonhos e perdesse os pais no dia seguinte ou até, como citei ali em cima, falar de Dakota do Norte, local para onde o meu irmão foi e onde ele sofreu o acidente que o levou a morte. Mas não, a minha intenção não é levar em conta nenhum caso específico, mas falar de um contexto geral mesmo. A pressa de chegar no trabalho acabou com uma história de 21 anos e 11 meses. Um tiro acabou com uma história de 33 anos. Um desastre natural acabou com uma história de 5 anos, uma história de 43 anos, uma história de 87 anos. A reflexão fica na consciência de cada um. Cada um tem sua história. O quanto tu gostarias que a tua fosse jogada no lixo assim? Essa semana, li muitas pessoas falando que o mundo está se acabando, não só Paris ou Mariana. É, concordo com essas pessoas. Mas não quer dizer que eu não ache isso ruim e não possa pensar sobre. Fica aqui a minha reflexão quanto a isso. Nunca se sabe qual vai ser a próxima história. 

Um grande abraço,
Pedro Meyer.

sábado, 24 de outubro de 2015

Ei, pequena,

Vem aqui, me abraça.

Me passa a tua calma como só tu sabes fazer.

Me tira desse mar de pensamentos.

Ei, pequena,

Dá um sorriso, compartilha a tua alegria comigo.

Faz com que tudo mude num segundo

E que eu queira desbravar o mundo ao teu lado.

Ei, pequena,

Não esquece de mim, pois eu não consigo te esquecer.

Teu jeito tão singular,

Teus gostos e interesses não saem do meu sorriso.

Ei, pequena,

Tenho saudades de ti,

De tu me chamando de idiota

E das nossas conversas por áudio e das tuas risadas.

Ei, pequena,

Tua vida é complicada demais,

Mas a minha também é.

Por que não descomplicamos elas junto?

Ei, pequena,

Tu me faz feliz,

De um jeito que eu não sei explicar.

Por que insistes em achar que tu me faz mal?

Ei, pequena,

Sei que teu tamanho não é nada perto dos teus sonhos

E do teu coração fechado.

Por que tu não vês isso e não te abres?

Ei, pequena,

Sei que tenho muitas dúvidas,

Mas de uma coisa eu tenho certeza:

Eu te amo de verdade e tu não sai da minha cabeça.

Mas, pequena,

Te peço um favor:

Abre teu coração.

Pois só assim, tu conseguirás viver teus sonhos

E amar alguém como eu te amo.

Vai, pequena,

Seja feliz e me faça feliz.

Se for para sermos felizes juntos

Deus nos unirá.

Enquanto isso, te deixo viver.

Tchau, pequena,

Eu sei que o mundo nos separou

E que voltar atrás agora já é tarde demais.

Estarei sempre aqui para ti,

Obrigado por me ensinar a amar

E me inspirar a escrever.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma volta ao passado.

Fala galera!

Duas da manhã e o idiota aqui está escrevendo. Tudo isso porque acabei dando uma viajada e acabei revendo uns posts de um ano atrás. Pois é, o blog já tem um ano, um mês e alguns dias, mas parece que foi ontem que eu estava lá em dúvida sobre o que colocar de nome pro blog. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo: tentei escritas novas, tentei botar música junto, passei a escrever em linhas curtas, enfim, tentei me encontrar. Sei que consegui alcançar alguns dos meus objetivos (uhuuul!!) ao escrever textos que foram muito elogiados quando tudo que eu queria era botar pra fora a alegria ou tristeza que sentia. Mas percebi uma coisa e esse "uhuuul!!" faz parte disso: eu mudei muito do que era da primeira postagem. Claro que eu não iria escrever aquele meu texto da JAJ com smiles, gírias e parenteses desse tipo ali, mas eu abandonei mesmo aquele estilo e sei lá porque. Enfim, sei que mudou muita coisa mesmo. Mas o que inunda meu pensamento agora (além da vontade de enfiar a cara no travesseiro e dormir) é o quanto eu não tenho seguido o nome do blog. Quer dizer, tenho seguido no máximo uns 50% (tipo, 33% inteiros do pensar, tenho pensado pra caramba; uns 5% do agir, se é que chega a isso; e metade dos 33% do amor, pq nisso até que eu consegui). Tá, a soma dá mais que 50%, mas vocês entenderam o propósito... e daí, me vem duas opções: 1) mudar o nome do blog; 2) mudar o dono do blog. A primeira, com certeza, é a mais fácil, mas com a preguiça que o vulgo dono do blog tem, é capaz de demorar tanto para acontecer quanto a primeira. Além do mais, os links que já publiquei ficariam inválidos e eu não tô pilhando isso não. :/ Talvez o mais tranquilo seja eu mudar mesmo e tentar agir mais do que escrever, por mais que seja foda.

Enfim, essa noite eu escrevi um outro texto junto a esse. Assim como o do sorriso, esse texto tem uma linguagem metafórica. Não quer dizer que necessariamente seja algo real, são só pensamentos que vem em minha mente sobre coisas do cotidiano e que eu gosto de pôr em palavras. Portanto, ninguém precisa se atirar da ponte ou sair me amando por nada que eu escrever, beleza? Por outro lado, tento manter as minhas escritas com o máximo de veracidade quando o assunto é sentimento. Ou seja, eu consigo sentir aquilo que escrevo e uso muito do sentimento do momento para escrever. Maaaas, isso não quer dizer que eu esteja mandando indireta para as pessoas causadoras de tal sentimento. Por exemplo: o do sorriso realmente aconteceu 1/5 da história. Eu vi um sorriso muito bonito aquele dia que me deixou feliz, mas só isso. Não passei o resto da eternidade pensando naquilo e me imaginando no altar com a pessoa que sorriu. Só gostei de um sorriso e usei a criatividade pro resto.

Bom, that's all, folks! Por hoje, fecho o blog e deixo sem nada mais para falar. Obrigado por lerem e serem companheiros dessa vida estranha que é a minha. Se hoje eu tenho mais de 3000 views em uns 400 dias, é porque algo deve ter agradado. Obrigado, mesmo! Sei que já disse que não escrevo por views, mas por mim mesmo, maaaas não posso deixar de dizer o quanto me alegra ver que pessoas viram (?) as minhas postagens, ainda mais nas postagens que passaram a casa das 100 visualizações (ou 300 que nem a da minha vinda para Floripa que deu quase 400). Enfim, obrigado!

Um bom dia para quem ler isso de manhã e uma boa noite para quem estiver indo dormir agora também!

Beijão!
Pedro Meyer.

Ei, se importas se eu te esquecer?

Ei

Faz tempo que não nos falamos, né?

Tipo, do jeito que a gente falava antes.

Sinto saudades daquele tempo, daquela amizade.

Até tentamos trazer isso um pouco de volta, não?

Fico em dúvida, nunca foi muito claro.

Mas sabe... eu estive pensando em esquecer.

Tentamos, mas não deu certo.

Pra que martirizar uma amizade?

Algo que devia ser tão simples e honesto.

Não quero mais viver assim, cansado de te ver.

Afinal, cada vez que apareces, me lembro do que éramos

e realizo o que nunca iremos ser de novo.

Tu vais fazer falta,

mas pior que isso é lembrar do passado.

Tua amizade me fez tão bem, me foi tão boa.

E espero que tenha sido recíproca em certo ponto.

Sei que risadas e choros compartilhamos,

que fizemos um ao outro um pouco melhor.

Sei que surgiu do nada, mas que cresceu rápido e forte,

mas tão rápido veio, tão rápido se foi.

Sabe, escrevo aqui por saber que nunca lerás,

pois tanto de ti já falei e nunca de ti ouvi.

Amigos, infelizmente, vem e vão,

mas contigo eu queria que fosse diferente,

Que tu viesse e ficasse.

Mas já que não foi, te pergunto do fundo do coração:

te importas se eu te esquecer?

Prometo não esquecer as boas lembranças,

os textos e o blog,

mas esquecer somente aquilo que me faz mal hoje.

Quem sabe, um dia, tu me lembras de ti.

Mas por enquanto, preferia te esquecer.

Pode ser?