Há 3 anos atrás, perto dessa hora, parentes e amigos da família se encontravam na sala do apartamento, chocados com a notícia e com uma ponta de fria esperança de que fosse outra pessoa e tivessem confundido o corpo. Sim, dia 23 de Fevereiro de 2012 foi o dia em que recebemos a notícia do acidente.
Demorou cerca de uma semana, dez dias, até que pudéssemos dar um fim digno à notícia. Com amigos de Porto Alegre, de tempos antigos e atuais; e com familiares de Florianópolis (a qual incluo as "tias emprestadas", amigas de anos da mãe) fizemos o enterro. Numa vigília que demorou a começar, vimos a prova de amizade quando os amigos do meu irmão, mesmo tendo que trabalhar no outro dia, só saíram do cemitério depois de verem ele. O corpo chegou pelas 5h da madrugada.
Se me pedirem para falar quem esteve ou quem deixou de estar lá, eu não vou conseguir citar um nome que seja. Primeiro, porque eu sei que foi quem pôde e quem não podia, mas deu um jeito. Segundo, porque isso não é algo que se deva ser cobrado. Terceiro, porque não vem ao caso. O que eu posso dizer, sim, é que vi muitas pessoas por lá e que pude ver a grande importância dos 21 anos de vida dele (completaria 22 um mês depois).
Voltei para o colégio uma semana depois. O primeiro dia de aula, por acaso, foi o último dia de vida dele. Muito atenciosos, diversos professores e colegas vieram me dar apoio. A vida seguiu. CLJ voltou, continuei como monitor de pré.
Três anos se passaram, muita coisa aconteceu.
Os amigos dele se formaram na faculdade. Nos convidaram e nos emocionaram. Homenagearam ele e não deu para conter as lágrimas. Fomos prestigiar um futuro que não foi proporcionado a ele.
Meses depois, outra formatura chegou: a minha do terceiro ano do Ensino Médio. Não tão grande quanto de uma formatura de faculdade, mas serviu para se concretizar um dos sonhos do meu irmão: ver a família junto prestigiando um neto/sobrinho/filho/primo.
Vestibulares passaram e a decisão que tomamos juntos quanto ao meu futuro permaneceu. Comecei na arquitetura, mas não na mesma universidade que ele cursava Ciências atuariais. Entrei na universidade que talvez ele entrasse após a formatura, afinal, queria cursar engenharia civil, seguir seu verdadeiro sonho. Ele me ensinou, mesmo sem concretizar, o valor de um sonho.
Comecei a faculdade, comecei as mudanças na minha vida. Fui em festas e cheguei a beber um pouco do que ele tanto aproveitava. Não tive a presença dele para me "ensinar" a beber, mas nunca fiz questão de aprender. Talvez eu tenha sido meio infantil ao pedir para certas pessoas me explicarem sobre bebidas, mas eu era ingênuo ainda. Não adquiri o gosto dele para festejar e beber.
Em paralelo, ia ganhando mais atribuições no CLJ. Participei da coordenação por dois anos e aprendi muita coisa, tive que superar muita coisa e tive que aguentar muita coisa. Mas, acredito, ele não entenderia disso. Sua fé sempre foi muito misteriosa.
A faculdade seguiu seu rumo e chegou o fim do terceiro semestre. Rodei numa cadeira e não me senti nada mais nada menos do que um lixo. Tive vergonha de olhar para as pessoas até, por mais que me dissessem que era algo normal. Sabia do afinco dele pelo estudo, mesmo que tivesse sofrido o mesmo perto do final.
Atualmente, estou em busca de um estágio. Quinto semestre da faculdade. A experiência que ele tinha e a dedicação pelo trabalho que gerou tantos frutos bons poderiam, com certeza, me ser úteis hoje em dia.
Mas, afinal, por que conto um pouco da minha história junto com a dele nessas linhas? Bom, a resposta é bem simples: a história minha e dele sempre esteve muito ligada. Desde pequenos fomos muito ligados e o amor que sentíamos e sentimos um pelo outro não é algo que se pode medir e, principalmente, que pode ser apagado pela morte. No momento, eu sei que não posso amá-lo e demonstrar o amor pessoalmente, porém, a minha fé me diz que num futuro iremos celebrar juntos em plenitude. Ele me ensinou muito em vida e olha, podem ter se passado três anos, mas ele continua a me ensinar. A vida dele foi o maior testemunho que eu poderia querer para a minha vida. Ele não era perfeito, mas isso que fazia dele humano. Tampouco era santo, saberia citar diversas histórias de coisas ruins que eu sei, seja por ter ouvido, ou por ter presenciado. Mas o necessário ele me ensinou.
Hoje, não vivo em memória dele. Tampouco vivo querendo ser ele. Nem ele iria querer isso. Ele sempre me encorajou a ser autêntico e seguir os meus passos, a fazer o que fosse me fazer feliz e não o que os outros quisessem de mim. Hoje, eu vivo pra mim. Para crescer como pessoa, para ser um bom profissional, para ser eu mesmo. Sempre olhando para trás e lembrando do bom exemplo dele e dos bons 16 anos e 360 dias de vida ao lado dele, mas com um olho no futuro, pensando, sim, que a vida segue e o amor permanece. Se hoje tenho uma foto de nós dois quando crianças tanto na carteira quando na cômoda, é para nunca me esquecer que eu tenho alguém que me protegeu, que me protege e que sempre me protegerá. Esse mês, sonhei muito com ele e sabe o que foi mais divertido? Muitos dos sonhos não tinham sentido algum e nem passavam alguma mensagem, mas era só eu e ele brincando, jogando, ou fazendo algo que gostávamos.
Thu, eu te amo e isso nunca vai mudar! Enquanto eu não posso te ver descendo do beliche para me expulsar do computador, te vejo nos meus sonhos com uma grande alegria! Sei que já disse isso várias vezes nesses três anos, mas tenho que dizer de novo: Obrigado pela tua existência, meu querido irmão!
Um grande abraço do teu querido irmão caçula,
Pepê.
Num impulso me veio a vontade de escrever um pouco sobre o amor, sobre as besteiras do dia a dia e, sei lá, sobre o que der vontade. Eis aqui um pouco de mim! :)
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Defina o amor.
Hoje eu li um texto ótimo
que falava do quanto o ser humano tem se perdido,
do quanto nos esquecemos que temos um coração
e do quanto devemos viver mais e complicar menos.
Então, desafiei uma amiga a escrever.
Escrever sobre o amor,
definir ele na visão dela.
Achei justo o tema,
amor não é algo tão complicado de se escrever, é?
Certo dia, acordei amando.
Tinha certeza disso.
Sorria que nem um idiota só de pensar nela.
Na verdade, eu estava sendo idiota mesmo.
Não sabia o que era o amor naquela época.
Meu "amor" era egoísta.
Caiu em ruínas na primeira dificuldade.
Se tornou ódio.
O amor não é nada simples.
Naquele dia, aprendi uma lição,
mas só me dei conta dela meses depois.
Nunca se deve falar de amor,
se não houver a certeza no coração.
Amei erroneamente.
Despertei um sentimento apagado
somente para sentir a dor que ele podia trazer.
O amor é tentativa e erro.
Já amei muitos amigos e amigas.
Não se ama somente família e namorada(o).
Amigos que hoje eu nem falo mais.
Não era amor,
era uma ilusão.
Se sentir importante para alguém
e gostar disso.
Amar alguém enquanto ela é útil para ti
é brincar com o mais nobre dos sentimentos.
Ou se ama de verdade e se quer para a vida toda,
ou fica quieto e não diz que ama.
O amor não é passageiro.
O nome disso é paixão.
Hoje, ainda não domino esse sentimento,
mas sei distinguir ele
de ilusões, paixões e interesses.
O amor também é acerto.
Encontrar uma pessoa
que vai se tornar única na tua vida
não é uma tarefa lá muito fácil,
mas é possível e necessário.
Decidir por amar alguém pro resto da vida
é a mais nobre decisão que um homem pode tomar
e que, hoje em dia, é tão banalizado.
É fácil se casar
e dois meses depois se separar.
É normal, dizem.
Não acho normal se entregar à alguém
e prometer amar acima de tudo
pra depois inventar uma desculpa
e acabar com esse amor inacabável.
Se eu amo, amo mesmo!
Sem confusões,
sem querer magoar ninguém mais.
Vivo o sentimento e busco a reciprocidade.
O amor não é brincadeira.
Ou é, mas brincadeiras saudáveis.
É ver a tua afilhada de 6 meses
e ela começar a puxar o teu cabelo.
É fazer barulho de bolha estourando
e ela ficar parada te olhando e começar a sorrir.
São as pequenas coisas
que se tornam grandes lembranças.
É uma mensagem tua perdida na madrugada
dizendo que me ama.
É um abraço apertado
mesmo a gente tendo se visto ontem.
É tu me dando um tapa na cara
seguido de uma risada de ambos.
O amor é alegria.
E se ainda assim,
eu não tiver sido claro
e explicado o que eu entendo do amor,
eu te resumo numa frase:
O amor é tudo que faz bem.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Ah, sei lá, vou falar de mim.
E ai, galera!
Então, pensei em escrever um pouquinho aqui sobre mim. Li um texto incrível ontem que acho que me inspirou um pouco e me deixou com vontade.
Eu nunca fui uma pessoa de falar muito. Adoro conversar, mas sou meio tímido demais para puxar assunto, às vezes. Sou muito mais de "falar" pela internet, parece que o tempo extra da digitação me ajuda a pensar no assunto. Adoro escrever, mas não em papel, minha letra é muito feia e tem pessoas que gostam de ressaltar isso vez ou outra. Digito mil vezes mais rápido que escrevo, parece que meus dedos no teclado acompanham muito mais a minha mente. Mesmo curtindo escrever e publicar e ter um blog, não curto muito que as pessoas leiam as minhas coisas. Sou contraditório e inseguro (em alguns aspectos, não em geral). Tipo, não é nada anormal eu pedir para amigos lerem meus textos antes de publicar. Sou muito crítico comigo mesmo e já deletei vários textos, assim como escrevi vários como rascunho que eu nunca irei postar. Voltando às contradições, sou uma pessoa agitada e calma. Gosto de fazer coisas, de reunir meus amigos para ir na piscina, ou para "jogar" futebol americano (só passes, ninguém é de tomar muita porrada); mas também curto ter o meu tempo na minha. Por isso tenho tanta afinidade com a madrugada. Maioria das pessoas dormem e eu posso ter o meu espaço. Sou uma pessoa meio distrativa também, é bem normal eu estar lendo um texto e me lembrar de algo e começar a pensar nesse algo e quando vejo, cheguei no final do texto com os olhos, mas não li nada.
Em certos pontos eu sou certinho demais. Não consigo admitir a tentativa de erro (?). Sim, confuso, mas tipo... Eu não gosto de pensar em fazer certas coisas por saber que eu estarei errando. Bizarro. Bom, outro fato é que eu tenho essa tendência a mudar demais. Enquanto num momento eu gosto de escrever de tal maneira, noutro eu já pego e chuto o balde e escrevo a primeira coisa que vier na cabeça. Sou inconstante demais. Posso estar de boa agora, mas se acontece algo eu já posso ou ficar pra baixo o dia todo, ou por dez minutos, ou seguir meu rumo normal. Também sou ansioso demais. Devo sofrer de algum transtorno de ansiedade, desde pequeno isso me enche o saco. Mas por mais que eu diga que sou ansioso, eu não fico ansioso com coisas futuras. Essa viagem para São Paulo só me fez ficar ansioso no dia que estava vindo. No mês anterior que eu tinha a passagem em mãos, nada mudou.
Falando de comida e fatos aleatórios, eu sou uma pessoa que todos pegam no pé por só beber água praticamente. Vez ou outra que eu bebo suco, quando dá vontade. Não bebo refri, não bebo cerveja, não bebo álcool em geral, não bebo café. Tá, tomo Nescau, mas faz muito tempo que não faço um. Tenho preguiça, eu acho. Pode ser bizarro um jovem com (quase) 20 anos não curtir bebida alcoólica, ou um estudante de arquitetura que não gosta de café, ainda mais um que nunca experimentou cerveja e café. Anwyay, não quero provar, odeio qualquer coisa que possa mexer com o meu organismo e me tirar de mim mesmo. Sim, filosofia estranha, mas é o que eu sigo. Quanto a comida, eu não tenho uma favorita. Todos perguntam e eu sempre falo "sei lá". Também não quer dizer que eu coma de tudo... Sou bem seletivo. Era mais "enjoado" quando pequeno, mas agora eu tiro as coisas que eu não gosto e deu. Nunca curti "coisinhas", tipo cebola, temperos que ficam à mostra, alho, coisas do tipo. Nunca sei explicar, mas a minha família entende. Mas enfim, citei fatos aleatórios ali também: eu sempre quis usar óculos, mesmo achando que deve ser um porre. Nunca precisei usar aparelho, talvez precisasse agora, mas sei lá. Sou uma pessoa que se desapega fácil das coisas e pessoas. Tipo um terço que dei de presente e que senti falta por uns 10 minutos, quem sabe. Pessoas eu demoro mais para desapegar, um dia quem sabe. Claro que não é do nada também, tem que ter algum motivo. Enfim, adoro o R2-D2. Tenho três bonequinhos dele, um cofrinho, um peão e acho que mais uma coisa no meu quarto dele. Curto muito Star Wars e muitos podem me chamar de poser por não ter visto o sexto filme, mas eu não consigo ver filmes antigos sem cair no sono. Já tentei, sério mesmo, mas eu durmo. Odeio filmes muito atuais que investem tanto em efeitos especiais, acho que fica sem graça demais. Me tornei meio cético para uns clichês Hollywoodianos (é assim que se escreve?). Adoro Velozes e Furiosos, mas me irrita que um carro bata e exploda e fique pegando fogo. Sou alguém que se irrita fácil com coisas estúpidas e não irritáveis, mas que só de ver outra pessoa sorrindo já volto ao humor normal. Adoro pinguins, tartarugas e águias/gaviões. Se eu pudesse ter os três eu seria uma pessoa bem feliz. Mas claro, só se o pinguim fosse um mago, a tartaruga uma templária e o gavião um soldado de artilharia ou de combate direto. Sim, tenho mente fértil e isso é bom por vezes e ruim por outras. Adoro jogos em geral, computador, pc, video-game, nintendo 3DS. Apesar de gostar, eu quase não tenho jogado mais, afinal, eu me entrego demais aos jogos e vicio muito rápido. Tudo que eu não gasto de vicio em bebidas e drogas, eu gasto em jogos. Acho que tá bom de fatos aleatórios. Ah, adoro comer tatuíra, me sinto muito manézinho fazendo isso. Agora acabei.
Por último e mais importante, eu sou um eterno apaixonado. Já postei isso, já falei essa frase e já expliquei ela. Mas é a real, eu amo histórias de amor, seja com final feliz, final triste, final duvidoso. Não sou, também, uma pessoa de sair lendo tudo que é coisa do tipo e sair chorando pelos cantos, mas que eu curto uma boa história (de dez linhas que seja), isso eu curto. O que mais me faz cair que nem um idiota nessa coisa chamada amor são as pequenas coisas: Sorrisos, olhos, covinhas nas bochechas, um fio de cabelo solto tornando o arrumado uma bagunça. Enfim, várias coisas. Meu único defeito nesse quesito (que pode ser uma qualidade, talvez) é me entregar demais. Quando eu amo, amo de verdade. Sem ressalvas. Talvez me entregue até demais. Fazer o que...
Ah, não era último ali não. Lembrei de uma coisa muito importante (o que já me ajuda a dizer outro fato: tenho péssima memória, mas acho que só a curto prazo. A longo eu até tenho uma memória razoável.) que são os meus sonhos. Sabe aquela pessoa que sonha em conhecer tudo, ter uma vida super feliz, conhecer o amor da sua vida, ter filhos, casa própria, carro e cachorros? É, não sou eu. Odeio sonhar coisas previsíveis. Meus sonhos, na verdade, são utópicos. Falo de sonho mesmo, aqueles de quando tu dorme e acorda pensando: "caaaaara, minha mente é foda!". Mas sim, eu quero ter filhos, quero ter uma esposa para chamar de minha linda, minha pequena, enfim, seja lá qual for o adjetivo, quero ter a minha casa (projetada por mim, no caso). Quero tudo isso, mas não quero uma vida clichê. Se é pra viver, que seja diferente, que seja do meu jeito. Por isso que eu acho que escolhi arquitetura. Odeio rotinas (outro fato) e coisas fixas. Preciso do novo, preciso de mudanças. Um trabalho que fosse ser igual todo dia só serviria para eu tacar tudo pra cima e aprender a dirigir uma moto para viajar pelas américas arrumando bicos para sobreviver e seguir viagem.
Enfim, isso é um pouco de mim. Sei lá, só deu vontade de escrever para ver se eu me conhecia mesmo. Possivelmente devo ter esquecido muitas coisas importantes, mas ah, quem sabe na próxima. (obs: nem lembro se já não escrevi algo bem parecido com isso, mas deixa quieto).
Tchau, então!
Pê Meyer.
(Outro fato importante: adoro que certas pessoas me chamem de Pê, que outras pessoas me chamem de Pepê e que outras me chamem de Pedro. Infelizmente, não posso controlar quem me chama do quê e muita gente se encaixa na categoria do "não, tu não podes me chamar assim!", mas quem sou eu para falar algo?)
Então, pensei em escrever um pouquinho aqui sobre mim. Li um texto incrível ontem que acho que me inspirou um pouco e me deixou com vontade.
Eu nunca fui uma pessoa de falar muito. Adoro conversar, mas sou meio tímido demais para puxar assunto, às vezes. Sou muito mais de "falar" pela internet, parece que o tempo extra da digitação me ajuda a pensar no assunto. Adoro escrever, mas não em papel, minha letra é muito feia e tem pessoas que gostam de ressaltar isso vez ou outra. Digito mil vezes mais rápido que escrevo, parece que meus dedos no teclado acompanham muito mais a minha mente. Mesmo curtindo escrever e publicar e ter um blog, não curto muito que as pessoas leiam as minhas coisas. Sou contraditório e inseguro (em alguns aspectos, não em geral). Tipo, não é nada anormal eu pedir para amigos lerem meus textos antes de publicar. Sou muito crítico comigo mesmo e já deletei vários textos, assim como escrevi vários como rascunho que eu nunca irei postar. Voltando às contradições, sou uma pessoa agitada e calma. Gosto de fazer coisas, de reunir meus amigos para ir na piscina, ou para "jogar" futebol americano (só passes, ninguém é de tomar muita porrada); mas também curto ter o meu tempo na minha. Por isso tenho tanta afinidade com a madrugada. Maioria das pessoas dormem e eu posso ter o meu espaço. Sou uma pessoa meio distrativa também, é bem normal eu estar lendo um texto e me lembrar de algo e começar a pensar nesse algo e quando vejo, cheguei no final do texto com os olhos, mas não li nada.
Em certos pontos eu sou certinho demais. Não consigo admitir a tentativa de erro (?). Sim, confuso, mas tipo... Eu não gosto de pensar em fazer certas coisas por saber que eu estarei errando. Bizarro. Bom, outro fato é que eu tenho essa tendência a mudar demais. Enquanto num momento eu gosto de escrever de tal maneira, noutro eu já pego e chuto o balde e escrevo a primeira coisa que vier na cabeça. Sou inconstante demais. Posso estar de boa agora, mas se acontece algo eu já posso ou ficar pra baixo o dia todo, ou por dez minutos, ou seguir meu rumo normal. Também sou ansioso demais. Devo sofrer de algum transtorno de ansiedade, desde pequeno isso me enche o saco. Mas por mais que eu diga que sou ansioso, eu não fico ansioso com coisas futuras. Essa viagem para São Paulo só me fez ficar ansioso no dia que estava vindo. No mês anterior que eu tinha a passagem em mãos, nada mudou.
Falando de comida e fatos aleatórios, eu sou uma pessoa que todos pegam no pé por só beber água praticamente. Vez ou outra que eu bebo suco, quando dá vontade. Não bebo refri, não bebo cerveja, não bebo álcool em geral, não bebo café. Tá, tomo Nescau, mas faz muito tempo que não faço um. Tenho preguiça, eu acho. Pode ser bizarro um jovem com (quase) 20 anos não curtir bebida alcoólica, ou um estudante de arquitetura que não gosta de café, ainda mais um que nunca experimentou cerveja e café. Anwyay, não quero provar, odeio qualquer coisa que possa mexer com o meu organismo e me tirar de mim mesmo. Sim, filosofia estranha, mas é o que eu sigo. Quanto a comida, eu não tenho uma favorita. Todos perguntam e eu sempre falo "sei lá". Também não quer dizer que eu coma de tudo... Sou bem seletivo. Era mais "enjoado" quando pequeno, mas agora eu tiro as coisas que eu não gosto e deu. Nunca curti "coisinhas", tipo cebola, temperos que ficam à mostra, alho, coisas do tipo. Nunca sei explicar, mas a minha família entende. Mas enfim, citei fatos aleatórios ali também: eu sempre quis usar óculos, mesmo achando que deve ser um porre. Nunca precisei usar aparelho, talvez precisasse agora, mas sei lá. Sou uma pessoa que se desapega fácil das coisas e pessoas. Tipo um terço que dei de presente e que senti falta por uns 10 minutos, quem sabe. Pessoas eu demoro mais para desapegar, um dia quem sabe. Claro que não é do nada também, tem que ter algum motivo. Enfim, adoro o R2-D2. Tenho três bonequinhos dele, um cofrinho, um peão e acho que mais uma coisa no meu quarto dele. Curto muito Star Wars e muitos podem me chamar de poser por não ter visto o sexto filme, mas eu não consigo ver filmes antigos sem cair no sono. Já tentei, sério mesmo, mas eu durmo. Odeio filmes muito atuais que investem tanto em efeitos especiais, acho que fica sem graça demais. Me tornei meio cético para uns clichês Hollywoodianos (é assim que se escreve?). Adoro Velozes e Furiosos, mas me irrita que um carro bata e exploda e fique pegando fogo. Sou alguém que se irrita fácil com coisas estúpidas e não irritáveis, mas que só de ver outra pessoa sorrindo já volto ao humor normal. Adoro pinguins, tartarugas e águias/gaviões. Se eu pudesse ter os três eu seria uma pessoa bem feliz. Mas claro, só se o pinguim fosse um mago, a tartaruga uma templária e o gavião um soldado de artilharia ou de combate direto. Sim, tenho mente fértil e isso é bom por vezes e ruim por outras. Adoro jogos em geral, computador, pc, video-game, nintendo 3DS. Apesar de gostar, eu quase não tenho jogado mais, afinal, eu me entrego demais aos jogos e vicio muito rápido. Tudo que eu não gasto de vicio em bebidas e drogas, eu gasto em jogos. Acho que tá bom de fatos aleatórios. Ah, adoro comer tatuíra, me sinto muito manézinho fazendo isso. Agora acabei.
Por último e mais importante, eu sou um eterno apaixonado. Já postei isso, já falei essa frase e já expliquei ela. Mas é a real, eu amo histórias de amor, seja com final feliz, final triste, final duvidoso. Não sou, também, uma pessoa de sair lendo tudo que é coisa do tipo e sair chorando pelos cantos, mas que eu curto uma boa história (de dez linhas que seja), isso eu curto. O que mais me faz cair que nem um idiota nessa coisa chamada amor são as pequenas coisas: Sorrisos, olhos, covinhas nas bochechas, um fio de cabelo solto tornando o arrumado uma bagunça. Enfim, várias coisas. Meu único defeito nesse quesito (que pode ser uma qualidade, talvez) é me entregar demais. Quando eu amo, amo de verdade. Sem ressalvas. Talvez me entregue até demais. Fazer o que...
Ah, não era último ali não. Lembrei de uma coisa muito importante (o que já me ajuda a dizer outro fato: tenho péssima memória, mas acho que só a curto prazo. A longo eu até tenho uma memória razoável.) que são os meus sonhos. Sabe aquela pessoa que sonha em conhecer tudo, ter uma vida super feliz, conhecer o amor da sua vida, ter filhos, casa própria, carro e cachorros? É, não sou eu. Odeio sonhar coisas previsíveis. Meus sonhos, na verdade, são utópicos. Falo de sonho mesmo, aqueles de quando tu dorme e acorda pensando: "caaaaara, minha mente é foda!". Mas sim, eu quero ter filhos, quero ter uma esposa para chamar de minha linda, minha pequena, enfim, seja lá qual for o adjetivo, quero ter a minha casa (projetada por mim, no caso). Quero tudo isso, mas não quero uma vida clichê. Se é pra viver, que seja diferente, que seja do meu jeito. Por isso que eu acho que escolhi arquitetura. Odeio rotinas (outro fato) e coisas fixas. Preciso do novo, preciso de mudanças. Um trabalho que fosse ser igual todo dia só serviria para eu tacar tudo pra cima e aprender a dirigir uma moto para viajar pelas américas arrumando bicos para sobreviver e seguir viagem.
Enfim, isso é um pouco de mim. Sei lá, só deu vontade de escrever para ver se eu me conhecia mesmo. Possivelmente devo ter esquecido muitas coisas importantes, mas ah, quem sabe na próxima. (obs: nem lembro se já não escrevi algo bem parecido com isso, mas deixa quieto).
Tchau, então!
Pê Meyer.
(Outro fato importante: adoro que certas pessoas me chamem de Pê, que outras pessoas me chamem de Pepê e que outras me chamem de Pedro. Infelizmente, não posso controlar quem me chama do quê e muita gente se encaixa na categoria do "não, tu não podes me chamar assim!", mas quem sou eu para falar algo?)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
All the little things.
Incrível como pequenas coisas podem nos fazer tão bem, né? Usar uma cadeira diferente já te faz sentir um escritor. Sair pra dar uma volta de bicicleta já e voltar como um atleta. Tomar um banho de mar e, de repente, todos os problemas se esvairem junto com a onda ou com o "caldo" que se toma.
Pois é, cada pequena coisinha tem o seu valor no nosso dia a dia, por mais que por muitas vezes não nos demos conta disso. Afinal, muitas vezes um bom dia passa despercebido só pelo costume dele. Tu podes acordar todo dia e dar um bom dia pros teus pais e não fazer diferença, mas o dia em que não tem esse contato, pode ser diferente e pode te fazer falta.
Outro exemplo disso é a própria Mel, no meu caso. Pra quem não sabe, Mel é a minha cadela daschund (confesso que procurei no google a escrita correta, mas é a boa e velha Linguicinha que todos conhecem). Tipo, ela está sempre comigo ou com meus pais quanto estamos em casa, seja dormindo comigo, deitada do lado dos pais no sofá, enfim. Agora, estou de férias em Floripa e sempre que vejo um cachorro parece que me vem aquela alegria que estava faltando no meu dia. Alegria que a Mel preenche muito bem, por mais que às vezes ela seja um pé no saco.
Sei lá, talvez esse seja um texto meio bobo e tal, talvez tu já tenhas lido algum em outro blog muito melhor escrito e falando do mesmo tema, mas quis escrever também, afinal, hoje eu li um livro bem interessante que fala de um jovem que soube aproveitar a brevidade de sua vida. Recomendo a leitura desse livro (Histórias de uma Vida Urgente) para quem não conhecia tanto a história do Vida Urgente quanto eu não conhecia. Cheguei a escrever por aqui sobre esse livro e do sentimento que ele me passa, mas não é o foco e deixei nos rascunhos. Bom, basicamente o livro conta um pouco do Thiago Gonzaga, escrito pela sua mãe e alguns amigos/parentes. Esse é o jovem que, assim como meu irmão, faleceu num acidente de carro. Da morte dele que surgiu a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga. Anyway, procurem saber mais, vale a pena.
Back to business. Parei pra perceber um pouco dessas pequenas coisas, realmente. Pode parecer idiota, mas uma das coisas que mais me faz lembrar a voz do meu irmão era o jeito que ele chegava em casa falando "Meeeeel" pra animar ela e levar ela pro lugar correto do xixi. Pequenas coisas tem grande importância. Até o jeito que ele me "expulsava" do computador após acordar com uma cara amassada conta. Não falei necessariamente que eram coisas boas, mas também as chatas deixam com saudades. hahahah
Sei que no momento eu posso não aproveitar tanto as férias que passo em família, na casa da minha avó ou da minha dinda, mas eu não consigo me forçar a "aproveitar mais" por, talvez, não querer acreditar que um dia eu não vou mais ver a vó rindo e contando as mesmas piadas de sempre, ou meu vô com seu jeito tímido quando eu vou dar um beijo ou abraço nele. Sabe, são coisas que eu realmente vivo no dia a dia e não me importo tanto. Fazer o que, é meu jeito de ser. Não me importo com o futuro, mas vivo o presente. Espero fazer dos meus dias bons e inesquecíveis para mim. Em suas pequenas coisas, principalmente. E se não foi bom hoje? Cara, sou jovem, tenho que aproveitar que eu tenho tempo para recomeçar e tentar de novo. Talvez, eu esteja escrevendo isso aqui não para vocês, mas para mim mesmo, coisas que eu tenho que aprender. Talvez, eu até já saiba, mas tenho preguiça de pensar no futuro e pôr em prática. Vai saber...
Pois é, cada pequena coisinha tem o seu valor no nosso dia a dia, por mais que por muitas vezes não nos demos conta disso. Afinal, muitas vezes um bom dia passa despercebido só pelo costume dele. Tu podes acordar todo dia e dar um bom dia pros teus pais e não fazer diferença, mas o dia em que não tem esse contato, pode ser diferente e pode te fazer falta.
Outro exemplo disso é a própria Mel, no meu caso. Pra quem não sabe, Mel é a minha cadela daschund (confesso que procurei no google a escrita correta, mas é a boa e velha Linguicinha que todos conhecem). Tipo, ela está sempre comigo ou com meus pais quanto estamos em casa, seja dormindo comigo, deitada do lado dos pais no sofá, enfim. Agora, estou de férias em Floripa e sempre que vejo um cachorro parece que me vem aquela alegria que estava faltando no meu dia. Alegria que a Mel preenche muito bem, por mais que às vezes ela seja um pé no saco.
Sei lá, talvez esse seja um texto meio bobo e tal, talvez tu já tenhas lido algum em outro blog muito melhor escrito e falando do mesmo tema, mas quis escrever também, afinal, hoje eu li um livro bem interessante que fala de um jovem que soube aproveitar a brevidade de sua vida. Recomendo a leitura desse livro (Histórias de uma Vida Urgente) para quem não conhecia tanto a história do Vida Urgente quanto eu não conhecia. Cheguei a escrever por aqui sobre esse livro e do sentimento que ele me passa, mas não é o foco e deixei nos rascunhos. Bom, basicamente o livro conta um pouco do Thiago Gonzaga, escrito pela sua mãe e alguns amigos/parentes. Esse é o jovem que, assim como meu irmão, faleceu num acidente de carro. Da morte dele que surgiu a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga. Anyway, procurem saber mais, vale a pena.
Back to business. Parei pra perceber um pouco dessas pequenas coisas, realmente. Pode parecer idiota, mas uma das coisas que mais me faz lembrar a voz do meu irmão era o jeito que ele chegava em casa falando "Meeeeel" pra animar ela e levar ela pro lugar correto do xixi. Pequenas coisas tem grande importância. Até o jeito que ele me "expulsava" do computador após acordar com uma cara amassada conta. Não falei necessariamente que eram coisas boas, mas também as chatas deixam com saudades. hahahah
Sei que no momento eu posso não aproveitar tanto as férias que passo em família, na casa da minha avó ou da minha dinda, mas eu não consigo me forçar a "aproveitar mais" por, talvez, não querer acreditar que um dia eu não vou mais ver a vó rindo e contando as mesmas piadas de sempre, ou meu vô com seu jeito tímido quando eu vou dar um beijo ou abraço nele. Sabe, são coisas que eu realmente vivo no dia a dia e não me importo tanto. Fazer o que, é meu jeito de ser. Não me importo com o futuro, mas vivo o presente. Espero fazer dos meus dias bons e inesquecíveis para mim. Em suas pequenas coisas, principalmente. E se não foi bom hoje? Cara, sou jovem, tenho que aproveitar que eu tenho tempo para recomeçar e tentar de novo. Talvez, eu esteja escrevendo isso aqui não para vocês, mas para mim mesmo, coisas que eu tenho que aprender. Talvez, eu até já saiba, mas tenho preguiça de pensar no futuro e pôr em prática. Vai saber...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
An ordinary date.
Hey, how are you? What about going out tonight? You can choose the place. Never really liked to decide for nobody, neither me being 50% of this. Anywhere, I don't matter. Oh, not this one... Okay, that nice restaurant can be. Pick you up at 20:30? Wonderful!
Oh, you look so beautiful! Really, you're amazing! So, shall we go? My dad released the car to me, I parked right there. Yeah, I know i'm smiling like a fool, but it is because I keep thinking what other people must be thinking about me going out with such a beautiful girl like you!
Here, come in! No, I will not hit the car again, brat. Wait until you get your license, want to see if you will still talking of me then!
Good night, table for two. Can be that close to the window, honey? Right then, thank you so much! Wait, I pull the chair for you. You're welcome! :)
So, how was your day? Really? Boring. Noooo, that was not what I meant, you understood me! Anyway, what are we going to order? No, i told you that you are going to choose this time. Last time I did and you keep judging me all night because of the piece of meat you didn't like. Okay, can be this one.
Hey, buddy, the lady here wants to order this plate, french fries with it. And to drink, well, which juice do you have? I will take one water and one strawberry juice to her. That's so, thank you!
Got the right juice? I knew it was the best of the options hahah
You know, Is really good being here with you tonight, even so is an ordinary dinner, being in your company is amazing! See, you look so beautiful smiling like that! I can't get tired of looking those red cheeks up there. hahah
Right, Thank you so much! I serve you! Is it good? Nice, anything you tell and I put more.
So, did you liked your choice? Oh, if i had chose you absolutely would had crucified me like three times, hun? hahah No, no, I liked it! It's really tasty! Don't be like that, I was joking! Oh, you got me...
Waiter, the bill, please! No, i pay this one, you pay the next.
So, what did you thought about the night? I really liked it too! Don't you wanna go to the beach a little? I know is late, but there's light up there, no troubles.
I love this wave sound, brings me an incredible peace. Still so, the best is to being with you. Even without you say anything, you bring me the sabe peace. I love this shy smile.
Okay, let's head home since it's getting late and you dad must be worried! No, no, I drive you there without problem, don't even think of that.
We are here. I go with you upstairs. Yes, I want to!
So, thank you for tonight! I hope one day I don't need to say this like being a goodbye, but with both of us huging each other and going to sleep, on our very own house. By now, good night, my little! Sleep tight and we see each other in my dream!
Uau, como estás linda! Sério mesmo, tu estás incrível! Enfim, vamos? Meu pai liberou o carro, estacionei aqui na frente. Sim, eu sei que estou sorrindo que nem um bobo, mas é que eu fico pensando o que as outras pessoas devem estar pensando por eu estar saindo com uma guria tão linda que nem tu!
Pronto, pode entrar! Não, eu não vou bater de novo, pentelha. Espera tu tirar a carteira, quero ver se tu vais continuar falando de mim daí!
Boa noite, mesa pra dois. Pode ser aquela perto da janela, amor? Certinho então, muito obrigado! Pera! Deixa que eu puxo a cadeira pra ti. De nada! :)
Então, como foi o dia? Sério? Que sem graça. Nããão, não foi isso que eu quis dizer, tu me entendeu! Enfim, o que vamos pedir? Não, já falei que tu vais escolher dessa vez. Da última vez eu já tive que escolher e tu ficou me julgando a noite toda por aquela carne que tu não gostou. Tá, pode ser isso aí.
Então, amigo, a moça aqui quer pedir esse prato, com acompanhamento de batata frita. E pra beber, bom, o que tem de suco? Pode ser uma água sem gás pra mim e um suco de morango pra ela. Só isso, muito obrigado!
Acertei no suco? Sabia que das opções era o que tu mais gostava hahah
Sabe, é muito bom poder estar contigo aqui essa noite, por mais que seja só um jantar simples, estar na tua companhia é incrível! Viu, tu fica linda sorrindo assim! Não me canso de olhar pra essas bochechas vermelhas aí. hahah
Certo, muito obrigado! Pode deixar que eu sirvo! Tá bom assim? Beleza, qualquer coisa tu fala que eu sirvo mais.
E aí, gostou da tua escolha? Ahh, se eu tivesse escolhido com certeza já terias me crucificado três vezes, neh? hahah Não, não, eu gostei! Está muito bom! Não fica assim, foi só brincadeira! Ah, vai te catar, fica se fazendo aí!
Garçom, a conta, por favor! Não, pode deixar que eu pago, tu fica com o próximo.
E ai, o que achou da noite? Também gostei bastante! Não está afim de ir na praia um pouco? Eu sei que está tarde, mas tem luz lá, fica tranquila.
Adoro esse barulho do mar, me traz uma paz incrível. Ainda assim, o melhor mesmo é a companhia. Mesmo sem precisares dizer nada, tu me passa essa mesma calma. Adoro esse teu sorriso tímido.
Tá, vamos pra casa que já está ficando tarde e teu pai deve estar preocupado! Não, não, eu te deixo lá sem problema, nem pensa nisso.
Chegamos. Te acompanho até lá em cima. Sim, eu faço questão!
Então, obrigado por essa noite! Espero que um dia eu não precise mais dizer isso como sendo um tchau, mas sim com nós dois abraçados indo dormir, na nossa própria casa. Por hora, boa noite, minha pequena! Dorme bem e nos vemos no meu sonho!
Oh, you look so beautiful! Really, you're amazing! So, shall we go? My dad released the car to me, I parked right there. Yeah, I know i'm smiling like a fool, but it is because I keep thinking what other people must be thinking about me going out with such a beautiful girl like you!
Here, come in! No, I will not hit the car again, brat. Wait until you get your license, want to see if you will still talking of me then!
Good night, table for two. Can be that close to the window, honey? Right then, thank you so much! Wait, I pull the chair for you. You're welcome! :)
So, how was your day? Really? Boring. Noooo, that was not what I meant, you understood me! Anyway, what are we going to order? No, i told you that you are going to choose this time. Last time I did and you keep judging me all night because of the piece of meat you didn't like. Okay, can be this one.
Hey, buddy, the lady here wants to order this plate, french fries with it. And to drink, well, which juice do you have? I will take one water and one strawberry juice to her. That's so, thank you!
Got the right juice? I knew it was the best of the options hahah
You know, Is really good being here with you tonight, even so is an ordinary dinner, being in your company is amazing! See, you look so beautiful smiling like that! I can't get tired of looking those red cheeks up there. hahah
Right, Thank you so much! I serve you! Is it good? Nice, anything you tell and I put more.
So, did you liked your choice? Oh, if i had chose you absolutely would had crucified me like three times, hun? hahah No, no, I liked it! It's really tasty! Don't be like that, I was joking! Oh, you got me...
Waiter, the bill, please! No, i pay this one, you pay the next.
So, what did you thought about the night? I really liked it too! Don't you wanna go to the beach a little? I know is late, but there's light up there, no troubles.
I love this wave sound, brings me an incredible peace. Still so, the best is to being with you. Even without you say anything, you bring me the sabe peace. I love this shy smile.
Okay, let's head home since it's getting late and you dad must be worried! No, no, I drive you there without problem, don't even think of that.
We are here. I go with you upstairs. Yes, I want to!
So, thank you for tonight! I hope one day I don't need to say this like being a goodbye, but with both of us huging each other and going to sleep, on our very own house. By now, good night, my little! Sleep tight and we see each other in my dream!
______________________________________________________________________________Um encontro normal.
Oi, tudo bem? Que tal sairmos hoje de noite? Tu pode escolher o lugar. Nunca gostei de decidir por ninguém, nem mesmo eu sendo 50% disso. Qualquer lugar, não me importo. Ah, esse não... Tá, aquele restaurante legalzinho pode ser. Te pego às 20:30? Maravilha!Uau, como estás linda! Sério mesmo, tu estás incrível! Enfim, vamos? Meu pai liberou o carro, estacionei aqui na frente. Sim, eu sei que estou sorrindo que nem um bobo, mas é que eu fico pensando o que as outras pessoas devem estar pensando por eu estar saindo com uma guria tão linda que nem tu!
Pronto, pode entrar! Não, eu não vou bater de novo, pentelha. Espera tu tirar a carteira, quero ver se tu vais continuar falando de mim daí!
Boa noite, mesa pra dois. Pode ser aquela perto da janela, amor? Certinho então, muito obrigado! Pera! Deixa que eu puxo a cadeira pra ti. De nada! :)
Então, como foi o dia? Sério? Que sem graça. Nããão, não foi isso que eu quis dizer, tu me entendeu! Enfim, o que vamos pedir? Não, já falei que tu vais escolher dessa vez. Da última vez eu já tive que escolher e tu ficou me julgando a noite toda por aquela carne que tu não gostou. Tá, pode ser isso aí.
Então, amigo, a moça aqui quer pedir esse prato, com acompanhamento de batata frita. E pra beber, bom, o que tem de suco? Pode ser uma água sem gás pra mim e um suco de morango pra ela. Só isso, muito obrigado!
Acertei no suco? Sabia que das opções era o que tu mais gostava hahah
Sabe, é muito bom poder estar contigo aqui essa noite, por mais que seja só um jantar simples, estar na tua companhia é incrível! Viu, tu fica linda sorrindo assim! Não me canso de olhar pra essas bochechas vermelhas aí. hahah
Certo, muito obrigado! Pode deixar que eu sirvo! Tá bom assim? Beleza, qualquer coisa tu fala que eu sirvo mais.
E aí, gostou da tua escolha? Ahh, se eu tivesse escolhido com certeza já terias me crucificado três vezes, neh? hahah Não, não, eu gostei! Está muito bom! Não fica assim, foi só brincadeira! Ah, vai te catar, fica se fazendo aí!
Garçom, a conta, por favor! Não, pode deixar que eu pago, tu fica com o próximo.
E ai, o que achou da noite? Também gostei bastante! Não está afim de ir na praia um pouco? Eu sei que está tarde, mas tem luz lá, fica tranquila.
Adoro esse barulho do mar, me traz uma paz incrível. Ainda assim, o melhor mesmo é a companhia. Mesmo sem precisares dizer nada, tu me passa essa mesma calma. Adoro esse teu sorriso tímido.
Tá, vamos pra casa que já está ficando tarde e teu pai deve estar preocupado! Não, não, eu te deixo lá sem problema, nem pensa nisso.
Chegamos. Te acompanho até lá em cima. Sim, eu faço questão!
Então, obrigado por essa noite! Espero que um dia eu não precise mais dizer isso como sendo um tchau, mas sim com nós dois abraçados indo dormir, na nossa própria casa. Por hora, boa noite, minha pequena! Dorme bem e nos vemos no meu sonho!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Ele gosta dela. Ela ama ele.
Ele, um estudante de cursinho, recém terminou o terceirão e quer cursar medicina na faculdade. Amante de chá e de bisnaguinha com ketchup.
Ela, uma estudante de arquitetura, na metade da caminhada até o diploma. Adora escrever e desenhar, por mais que não saiba muito e se julgue sem talento.
Ele, um rapaz jovem, logo fará dezoito anos. Quer logo tirar a carteira. Gosta de sair para festas e ficar com as gurias.
Ela, também jovem, mas um pouco mais velha. Já tem a carteira e logo pretende pegar a definitiva. Gosta de chamar as amigas para ficar em casa batendo papo.
Ele, alguém que se foca no estudo e consegue passar tranquilamente a manhã toda estudando.
Ela, um pouco preguiçosa, acorda para o almoço e estuda o necessário.
Ele, é um cara atraente, mas perde para muitos outros. O que ele ganha mesmo é no sorriso.
Ela, não gosta do seu corpo. A única coisa que ela gosta em si são seus olhos verdes.
Eles, são católicos, participam de um grupo de jovens, mas cada um numa paróquia.
Ele, participa das tardes e fica para a missa. Às vezes, comenta nela.
Ela, gosta de participar da paróquia além das tardes do grupo. Ajuda na liturgia de Domingo e está sempre pela paróquia.
Eles, se falam há um bom tempo, mas somente pelo WhatsApp, Snapchat e, às vezes, por facebook, quando ela manda algum link legal para ele.
Ele, finge não se importar com ela. Talvez não se importe mesmo. Afinal, ele vive o momento dele e aproveita para curtir com seus amigos essa fase de final de colégio.
Ela, decidida, pensa em se casar. Se importa demais e passa noites e noites pensando. Quer um homem que vá realmente ser a verdadeira paixão.
Ele, se acha o dono da verdade. Acha que tem ela em suas mãos e pode chegar a qualquer momento que vai ser recebido de braços abertos.
Ela, sabe disso. Fantasia em sua cabeça que não vai ser assim e que ela não vai esperar para sempre, mas sabe que no fim está só esperando que o seu príncipe chame.
Eles, já brigaram algumas vezes. Ele foi cabeça dura. Ela foi grossa. Eles se estranharam. Eles são orgulhosos.
Ele, não expressa seus sentimentos por ela. Diz querer muito a amizade dela, mas não procura ela em nenhum momento.
Ela, só faltou dizer que amava ele, porque o resto todo ela já disse. Fica feliz a cada vez que o celular vibra, mas fica triste se não é por conta dele.
Ele, é muito fechado. Diz que os sentimentos dela são confusos para que ele não tenha que pensar sobre o assunto.
Ela, já se machucou antes e sabe que dessa vez o sentimento é tão real quando a dor de saber que ele saiu só para ficar com alguém.
Ele, não quer namorar. Não quer se machucar de novo, como no relacionamento anterior.
Ela, quer namorar. Vê nele o homem da sua vida. Qualquer dia, ela pede ele em casamento.
Ele, não fala muito sobre esse assunto.
Ela, publica num blog tudo que sente.
Ele, não tem opinião sobre o assunto. Afinal, não lê o blog dela.
Ela, publica o que a faz sentir bem.
Ele, na verdade é ela.
Ela, na verdade é ele.
Mas, do outro jeito, parecia mais normal, não?
Ela, uma estudante de arquitetura, na metade da caminhada até o diploma. Adora escrever e desenhar, por mais que não saiba muito e se julgue sem talento.
Ele, um rapaz jovem, logo fará dezoito anos. Quer logo tirar a carteira. Gosta de sair para festas e ficar com as gurias.
Ela, também jovem, mas um pouco mais velha. Já tem a carteira e logo pretende pegar a definitiva. Gosta de chamar as amigas para ficar em casa batendo papo.
Ele, alguém que se foca no estudo e consegue passar tranquilamente a manhã toda estudando.
Ela, um pouco preguiçosa, acorda para o almoço e estuda o necessário.
Ele, é um cara atraente, mas perde para muitos outros. O que ele ganha mesmo é no sorriso.
Ela, não gosta do seu corpo. A única coisa que ela gosta em si são seus olhos verdes.
Eles, são católicos, participam de um grupo de jovens, mas cada um numa paróquia.
Ele, participa das tardes e fica para a missa. Às vezes, comenta nela.
Ela, gosta de participar da paróquia além das tardes do grupo. Ajuda na liturgia de Domingo e está sempre pela paróquia.
Ele, finge não se importar com ela. Talvez não se importe mesmo. Afinal, ele vive o momento dele e aproveita para curtir com seus amigos essa fase de final de colégio.
Ela, decidida, pensa em se casar. Se importa demais e passa noites e noites pensando. Quer um homem que vá realmente ser a verdadeira paixão.
Ele, se acha o dono da verdade. Acha que tem ela em suas mãos e pode chegar a qualquer momento que vai ser recebido de braços abertos.
Ela, sabe disso. Fantasia em sua cabeça que não vai ser assim e que ela não vai esperar para sempre, mas sabe que no fim está só esperando que o seu príncipe chame.
Eles, já brigaram algumas vezes. Ele foi cabeça dura. Ela foi grossa. Eles se estranharam. Eles são orgulhosos.
Ele, não expressa seus sentimentos por ela. Diz querer muito a amizade dela, mas não procura ela em nenhum momento.
Ela, só faltou dizer que amava ele, porque o resto todo ela já disse. Fica feliz a cada vez que o celular vibra, mas fica triste se não é por conta dele.
Ele, é muito fechado. Diz que os sentimentos dela são confusos para que ele não tenha que pensar sobre o assunto.
Ela, já se machucou antes e sabe que dessa vez o sentimento é tão real quando a dor de saber que ele saiu só para ficar com alguém.
Ele, não quer namorar. Não quer se machucar de novo, como no relacionamento anterior.
Ela, quer namorar. Vê nele o homem da sua vida. Qualquer dia, ela pede ele em casamento.
Ele, não fala muito sobre esse assunto.
Ela, publica num blog tudo que sente.
Ele, não tem opinião sobre o assunto. Afinal, não lê o blog dela.
Ela, publica o que a faz sentir bem.
Ele, na verdade é ela.
Ela, na verdade é ele.
Mas, do outro jeito, parecia mais normal, não?
Bom, e essa foi a minha primeira tentativa de fazer uma postagem desse tipo. Espero que alguém tenha gostado e que tenha saído interessante pelo menos. Gosto de experimentar novos estilos de texto e acho que aqui é o lugar perfeito para isso.
Grato pela atenção,
Pedro Meyer. :)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
The End.
Nessa semana, chegou até mim a notícia de que o Grand Chase seria encerrado. Para quem não sabe, GC é um jogo da KoG que foi introduzido no Brasil pela Level Up! Games. Depois de 8 anos existindo, decidiram encerrar para dar ênfase a outros jogos que serão lançados, até onde entendi. Pode parecer um tema bobo de se abordar para muitos, afinal, podem vir e dizer "ah, mas é só um jogo". Não podiam estar mais errados.
Sabe, esse jogo tem um significado muito especial para mim e para o meu melhor amigo, Heitor. Já falei dele algumas vezes aqui no blog e, até, citando que eu tinha conhecido ele num jogo. Pois é, foi no GC. O noobzinho (novato) pedinte de Kazeaje se tornou a pessoa que mais me passa confiança e amizade hoje em dia. E, claro, ele me passou nesse jogo e em todos outros jogos que jogamos depois. hahah
Enfim, o que para muitos pode ser "só um jogo", para mim não é. Comecei a jogar esse jogo na Season 1 (primeira temporada), em Florianópolis. Meu irmão pegou para jogar, na verdade, numa madrugada e pegou o level 16. Eu, depois, demorei uma semana para pegar o level 15. Sim, ele tinha uma facilidade para jogos muito maior do que a minha. Depois, na volta para Porto Alegre, baixei no antigo computador e até abrir o jogo demorava em torno de 15 minutos travado numa página, mais 5 noutra, até que eu realmente pudesse me logar para jogar. Detalhe: Eu não podia entrar na sala de ninguém, afinal, se eu o fizesse o jogo travava e fechava. Eu tinha que jogar sozinho no início, mas para mim não era problema, eu me divertia bastante matando cogumelos e gons.
Tempo depois, compramos um novo computador e o jogo virou algo completamente diferente. Um mundo se abriu para mim. Comecei a jogar com outras pessoas e ver o quão incrível poderia ser. Participei da famosa Caçada 25. Morri muito, claro. Fiz expedições, matei trolls, paradoms, até as malditas 5 harpias que todo mundo odiava e que sempre te tacavam abismo abaixo e lá se ia uma vida. Passei para a segunda classe, cavaleira. Usava a espadachim na época, até aprender a usar a arqueira melhor e me apaixonar eternamente pela mira dela. Comecei a desbravar missões mais difíceis e até entrei em salas que tinham hackers que ajudavam o pessoal a upar (mesmo que eu estivesse cagado de ter a conta resetada). Enfim, muita coisa aconteceu nesse início.
Lembro que veio a Season 2 e mudou completamente o estilo do jogo. Meus amigos do colégio até comentaram bastante e novos combos surgiam, novos gráficos e, melhor de tudo, novos mundos. Comecei a ficar mais forte e enfrentar sozinho o modo heroico. Até que um dia... estava sem fazer nada e resolvi dar uma olhada nas salas de missão heroicas que eu tinha que completar para ganhar uma asa que se tornou obsoleta rapidinho até. Achei uma sala com um titulo pedindo ajuda. Lá, o jovem "XimP" estava esperando que uma "boa alma" o ajudasse a passar as vezes necessárias para completar parte da quest das Asas Heroicas. Foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Lá, comecei a ajudar esse carinha e, no fim, a internet dele era uma droga. Estávamos no chefão já e só aparecia a notícia: "XimP desconectou-se". E eu pensando: "oba...". Mas ok, fui paciente e não me importei tanto, tava pela ajuda e pela diversão. Achei muito engraçado que a criatura não parava de me agradecer e que achava estranho quando eu falava palavrão. (Sim, até hoje eu nunca vi o Heitor falar um palavrão mesmo)
Bom, dali, surgiu uma grande amizade que desbravou Vermecia, Ellia, Xenia e o mundo todo do Grand Chase. Uma amizade que solou Berkas numa madrugada depois de um mês sem jogarmos juntos por conta de uma missão evangelizadora que ele foi fazer. Uma amizade que fez ele largar o servidor pirata para vir jogar o servidor da LuG de Ragnarok. Uma amizade que começou a jogar junto por um bom tempo, seja lá qual fosse o jogo. Uma amizade, que mesmo sem jogar nada, se mantém firme, afinal, o jogo foi o começo somente, a vida deu rumo ao resto.
Nesses anos após começar a jogar Grand Chase, joguei outros jogos também e fiz amizades neles. Lembro do "Paulinho541" do Lunia, que foi para o GC depois também. Lembro de outras amizades que surgiram no GC também como o thur-hary, o Diego (que não lembro agora o login dele) e o Lucas Paixão (que também não lembro o login, mas é o sobrenome dele mesmo). Enfim, tem gente que até hoje eu tenho no facebook e falo de vez em quando. Amigos incríveis que os jogos me proporcionaram conhecer. Claro que também tiveram aqueles que só se aproximaram de mim para roubar meus itens, para extorquir ajudas ou para me xingar, mas isso faz parte desse mundo online.
Aprendi muita coisa nesses anos e achei nos jogos um refúgio da vida social. E ao mesmo tempo, encontrei neles uma vida social. O que começou como uma simples diversão, se transformou num novo mundo. Tenho que admitir que sim, já gastei dinheiro em jogos. Já fiz a minha mãe me emprestar o cartão dela só para eu liberar a Amy porque a missão para ganhar ela iria demorar pelo menos um mês seguido fazendo. Mas sabe, não me arrependo de ter gasto 40 reais no set necromante da minha Lire na Season 2, não me arrependo de ter gasto 20 reais para comprar a arqueira do Lunia. Tudo isso fez parte da minha diversão quando criança / adolescente. Que nem tem adolescentes que, hoje em dia, preferem gastar esse dinheiro com festas e bebidas.
Muitos podem ler esse texto e ainda achar idiota e/ou não entender nada. O mundo dos jogos só permite ser entendido por aqueles que realmente já se entregaram a ele algum dia. Não espero que tu entendas, mesmo. A tristeza do término do Grand Chase é algo real. Hoje, o Heitor me trouxe um link de uma petição para que a KoG vendesse o GC para a LuG e, assim, ele se mantivesse de pé. Na minha opinião, eu não quis assinar, afinal, o GC já foi um grande jogo e de grandes desafios, que foi vencido pela fome infantil de ter seu personagem num nível alto ajudado pelos desenvolvedores. O jogo foi estragado pela facilidade que foi trazida. Eu acho difícil que o GC volte a ter os dias majestosos que já teve. Sim, ele poderia continuar a trazer lindas histórias como já vi de casais que se conheceram pelo jogo e levaram para a vida real, ou até de amizades que nem a minha e do Heitor, mas eu acredito que esse fim tem que ser agora. O jogo já não rende mais o que deveria render de diversão. Não estou julgando para que todos tenham essa opinião, cada um tem a sua, mas para mim: Foi bom, mas vamos seguir em frente! "Todo fim é um novo começo". Agarrado nesse pensamento, acredito que os jovens que se entregaram a esse jogo podem buscar um novo meio de construir suas histórias. Eu busquei outros jogos e hoje não jogo nada por saber do meu vicio que me faria me afastar de outras coisas, porque eu me conheço e sei que não consigo conciliar as coisas, mas tudo isso me ajudou na minha formação.
Bom, galera, eu sei que isso pode ter sido meio maçante e nada a ver, mas é uma realidade para milhares de jogadores. Fico feliz pelos resultados que o GC trouxe, mas se for o fim mesmo, me despeço como um bom amigo que sabe que a partida é por um bom motivo e que a "vida" dele foi boa e gerou frutos. É uma pena ver o fim de algo que já me trouxe tanta diversão, mas tudo que é bom termina em algum momento. Esse mix de sentimentos é complicado. hahaha
Sabe, esse jogo tem um significado muito especial para mim e para o meu melhor amigo, Heitor. Já falei dele algumas vezes aqui no blog e, até, citando que eu tinha conhecido ele num jogo. Pois é, foi no GC. O noobzinho (novato) pedinte de Kazeaje se tornou a pessoa que mais me passa confiança e amizade hoje em dia. E, claro, ele me passou nesse jogo e em todos outros jogos que jogamos depois. hahah
Enfim, o que para muitos pode ser "só um jogo", para mim não é. Comecei a jogar esse jogo na Season 1 (primeira temporada), em Florianópolis. Meu irmão pegou para jogar, na verdade, numa madrugada e pegou o level 16. Eu, depois, demorei uma semana para pegar o level 15. Sim, ele tinha uma facilidade para jogos muito maior do que a minha. Depois, na volta para Porto Alegre, baixei no antigo computador e até abrir o jogo demorava em torno de 15 minutos travado numa página, mais 5 noutra, até que eu realmente pudesse me logar para jogar. Detalhe: Eu não podia entrar na sala de ninguém, afinal, se eu o fizesse o jogo travava e fechava. Eu tinha que jogar sozinho no início, mas para mim não era problema, eu me divertia bastante matando cogumelos e gons.
Tempo depois, compramos um novo computador e o jogo virou algo completamente diferente. Um mundo se abriu para mim. Comecei a jogar com outras pessoas e ver o quão incrível poderia ser. Participei da famosa Caçada 25. Morri muito, claro. Fiz expedições, matei trolls, paradoms, até as malditas 5 harpias que todo mundo odiava e que sempre te tacavam abismo abaixo e lá se ia uma vida. Passei para a segunda classe, cavaleira. Usava a espadachim na época, até aprender a usar a arqueira melhor e me apaixonar eternamente pela mira dela. Comecei a desbravar missões mais difíceis e até entrei em salas que tinham hackers que ajudavam o pessoal a upar (mesmo que eu estivesse cagado de ter a conta resetada). Enfim, muita coisa aconteceu nesse início.
Lembro que veio a Season 2 e mudou completamente o estilo do jogo. Meus amigos do colégio até comentaram bastante e novos combos surgiam, novos gráficos e, melhor de tudo, novos mundos. Comecei a ficar mais forte e enfrentar sozinho o modo heroico. Até que um dia... estava sem fazer nada e resolvi dar uma olhada nas salas de missão heroicas que eu tinha que completar para ganhar uma asa que se tornou obsoleta rapidinho até. Achei uma sala com um titulo pedindo ajuda. Lá, o jovem "XimP" estava esperando que uma "boa alma" o ajudasse a passar as vezes necessárias para completar parte da quest das Asas Heroicas. Foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Lá, comecei a ajudar esse carinha e, no fim, a internet dele era uma droga. Estávamos no chefão já e só aparecia a notícia: "XimP desconectou-se". E eu pensando: "oba...". Mas ok, fui paciente e não me importei tanto, tava pela ajuda e pela diversão. Achei muito engraçado que a criatura não parava de me agradecer e que achava estranho quando eu falava palavrão. (Sim, até hoje eu nunca vi o Heitor falar um palavrão mesmo)
Bom, dali, surgiu uma grande amizade que desbravou Vermecia, Ellia, Xenia e o mundo todo do Grand Chase. Uma amizade que solou Berkas numa madrugada depois de um mês sem jogarmos juntos por conta de uma missão evangelizadora que ele foi fazer. Uma amizade que fez ele largar o servidor pirata para vir jogar o servidor da LuG de Ragnarok. Uma amizade que começou a jogar junto por um bom tempo, seja lá qual fosse o jogo. Uma amizade, que mesmo sem jogar nada, se mantém firme, afinal, o jogo foi o começo somente, a vida deu rumo ao resto.
Nesses anos após começar a jogar Grand Chase, joguei outros jogos também e fiz amizades neles. Lembro do "Paulinho541" do Lunia, que foi para o GC depois também. Lembro de outras amizades que surgiram no GC também como o thur-hary, o Diego (que não lembro agora o login dele) e o Lucas Paixão (que também não lembro o login, mas é o sobrenome dele mesmo). Enfim, tem gente que até hoje eu tenho no facebook e falo de vez em quando. Amigos incríveis que os jogos me proporcionaram conhecer. Claro que também tiveram aqueles que só se aproximaram de mim para roubar meus itens, para extorquir ajudas ou para me xingar, mas isso faz parte desse mundo online.
Aprendi muita coisa nesses anos e achei nos jogos um refúgio da vida social. E ao mesmo tempo, encontrei neles uma vida social. O que começou como uma simples diversão, se transformou num novo mundo. Tenho que admitir que sim, já gastei dinheiro em jogos. Já fiz a minha mãe me emprestar o cartão dela só para eu liberar a Amy porque a missão para ganhar ela iria demorar pelo menos um mês seguido fazendo. Mas sabe, não me arrependo de ter gasto 40 reais no set necromante da minha Lire na Season 2, não me arrependo de ter gasto 20 reais para comprar a arqueira do Lunia. Tudo isso fez parte da minha diversão quando criança / adolescente. Que nem tem adolescentes que, hoje em dia, preferem gastar esse dinheiro com festas e bebidas.
Muitos podem ler esse texto e ainda achar idiota e/ou não entender nada. O mundo dos jogos só permite ser entendido por aqueles que realmente já se entregaram a ele algum dia. Não espero que tu entendas, mesmo. A tristeza do término do Grand Chase é algo real. Hoje, o Heitor me trouxe um link de uma petição para que a KoG vendesse o GC para a LuG e, assim, ele se mantivesse de pé. Na minha opinião, eu não quis assinar, afinal, o GC já foi um grande jogo e de grandes desafios, que foi vencido pela fome infantil de ter seu personagem num nível alto ajudado pelos desenvolvedores. O jogo foi estragado pela facilidade que foi trazida. Eu acho difícil que o GC volte a ter os dias majestosos que já teve. Sim, ele poderia continuar a trazer lindas histórias como já vi de casais que se conheceram pelo jogo e levaram para a vida real, ou até de amizades que nem a minha e do Heitor, mas eu acredito que esse fim tem que ser agora. O jogo já não rende mais o que deveria render de diversão. Não estou julgando para que todos tenham essa opinião, cada um tem a sua, mas para mim: Foi bom, mas vamos seguir em frente! "Todo fim é um novo começo". Agarrado nesse pensamento, acredito que os jovens que se entregaram a esse jogo podem buscar um novo meio de construir suas histórias. Eu busquei outros jogos e hoje não jogo nada por saber do meu vicio que me faria me afastar de outras coisas, porque eu me conheço e sei que não consigo conciliar as coisas, mas tudo isso me ajudou na minha formação.
Bom, galera, eu sei que isso pode ter sido meio maçante e nada a ver, mas é uma realidade para milhares de jogadores. Fico feliz pelos resultados que o GC trouxe, mas se for o fim mesmo, me despeço como um bom amigo que sabe que a partida é por um bom motivo e que a "vida" dele foi boa e gerou frutos. É uma pena ver o fim de algo que já me trouxe tanta diversão, mas tudo que é bom termina em algum momento. Esse mix de sentimentos é complicado. hahaha
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